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"publishedAt": "2026-06-08T11:08:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "O ex-gerente da agência do Banco do Brasil de Guia Lopes da Laguna, Delfino Martins da Silva, foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal ) por usar dados de correntistas sem autorização para criar financiamentos rurais fraudulentos e desviar pelo menos R$ 2,3 milhões da instituição financeira. A suposta fraude teria ocorrido entre 2014 e 2016 e envolvido 26 operações de crédito. Segundo a denúncia, Delfino aproveitava o acesso privilegiado aos sistemas internos do banco para selecionar informações cadastrais de clientes da agência e registrar propostas de financiamento em nome deles sem qualquer autorização. Os recursos liberados eram direcionados para contas de terceiros e da empresa RD Serviços, apontada pela acusação como destinatária de grande parte do dinheiro. Para ocultar o esquema, os contratos dos financiamentos não eram arquivados na instituição financeira. Durante as investigações, diversos correntistas afirmaram que nunca solicitaram os empréstimos nem assinaram os documentos vinculados aos seus nomes. O MPF sustenta que os valores desviados eram pulverizados em contas de \"laranjas\" antes de serem canalizados para a empresa ligada ao ex-gerente, numa tentativa de esconder a origem dos recursos. A acusação atribui a Delfino os crimes de desvio de valores por funcionário de instituição financeira, obtenção de financiamento mediante fraude e lavagem de dinheiro. A defesa tentou barrar o andamento do processo na 3ª Vara Federal de Campo Grande. Os advogados pediram a absolvição sumária do ex-bancário ou a rejeição da denúncia, alegando ausência de provas sobre a materialidade dos crimes e inexistência de enriquecimento ilícito. Segundo a defesa, os recursos apontados como desviados foram integralmente destinados a terceiros, sem comprovação de qualquer repasse ou benefício financeiro direto ao acusado. Também foi solicitado um novo exame pericial para rastrear a movimentação dos valores e demonstrar que Delfino não tinha controle sobre os recursos que passaram pela conta da empresa RD Serviços. Ao analisar o caso, o juiz federal Felipe Alves Tavares rejeitou os pedidos. Na decisão, afirmou que a denúncia individualiza as 26 operações investigadas e está amparada por elementos como registros do sistema interno do Banco do Brasil, laudos periciais e depoimentos de correntistas que negaram ter contratado os financiamentos. O magistrado também considerou desnecessária, neste momento, a realização de nova perícia contábil e destacou que as teses da defesa deverão ser discutidas durante a instrução processual. Com a manutenção da ação penal, foram marcadas para os dias 28 e 29 de outubro de 2026 as audiências de instrução e julgamento. As oitivas das testemunhas e o interrogatório do réu serão realizados por videoconferência.",
"title": "Ex-gerente de banco é acusado de desviar R$ 2,3 mi com financiamentos falsos"
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