{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreifw3a6cyp37u4vzq4xy2htrdrgkpeqkdjlmig5nkgssps3ypjsmmy",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mnpqauno23t2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreia5db2k6e5zjls6mf6pqguw5fkjwjryfvaqckyuib2fsiqylkprqe"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 84911
  },
  "path": "/meio-ambiente/agropecuaria-apresenta-estudo-para-desmatar-5-9-mil-hectares-do-pantanal",
  "publishedAt": "2026-06-07T15:59:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Uma agropecuária especializada na criação de bovinos para corte apresentou este ano ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) um RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) para o desmate de 5,9 mil hectares do Pantanal para a implantação de pecuária. O estudo antecede qualquer autorização, mas é necessário caso o plano seja licenciado pelo órgão. A área equivale a 8 mil campos de futebol padrão Fifa.  A área em questão fica em Corumbá, na Fazenda Santana, que pertence à Agropecuária Guaxuma, de Iguatemi. Segundo o RIMA, a principal atividade da propriedade é a criação extensiva de bovinos, sendo a supressão vegetal necessária para “atender à demanda alimentar do rebanho, sendo tecnicamente viável e ambientalmente admissível, desde que executada em conformidade com as premissas, condicionantes e medidas mitigadoras estabelecidas neste estudo”.  O relatório defende ainda que a pecuária de corte é atividade estratégica na economia do Estado e a não ampliação da área de pasto reduziria oportunidades de emprego e renda, bem como a arrecadação tributária. Segundo o estudo apresentado ao Imasul, é possível produzir sistemas mais intensivos, eficientes e sustentáveis.    Foi feito levantamento de toda fauna terrestre, aquática e aérea, bem como tipos de solo, hidrografia, geologia, entre outros. Com base nisso, foi feita análise de impactos ambientais e suas possíveis compensações. O próprio estudo avalia que só há vantagens no aspecto socioeconômico, mas em caráter ambiental, é negativo.  Nesse sentido, uma das ações propostas para evitar erosões e assoreamento é realizar o desmate em períodos de seca, “uma vez que o período chuvoso é de reprodução de boa parte da fauna”, e implantar um Programa de Controle de Processos Erosivos.  Pesquisas da reportagem junto a publicações oficiais não identificaram a emissão de nenhuma licença para a supressão até o momento.",
  "title": "Agropecuária apresenta estudo para desmatar 5,9 mil hectares do Pantanal"
}