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"textContent": "Antes de virar nome de Seleção Brasileira e ser convocado para disputar a Copa do Mundo de 2026, Éderson dos Santos foi um menino do Bairro Tiradentes que quase abandonou o futebol depois de uma reprovação. Quem lembra desse momento é Jairo César da Silva, de 58 anos, ex-jogador e responsável pelo Instituto Bola de Ouro, projeto que ajudou na formação do campo-grandense. Jairo não conseguiu falar com Éderson após a convocação, mas acompanha de longe a trajetória do jogador que passou pela escolinha ainda criança. Segundo ele, o volante chegou ao projeto por volta dos 10 ou 11 anos, “bem novinho”, e logo se destacava pela força física e pela capacidade de jogar com meninos mais velhos. “Ele já jogava com os maiores, com dois anos a mais, por causa do tamanho dele. E se destacava”, recorda Jairo ao Campo Grande News . O episódio que poderia ter encerrado a história aconteceu depois de uma avaliação no São Paulo. Na avaliação do professor, Éderson ainda não estava pronto para um teste em um clube grande. Foi empolgado, não passou e voltou desanimado para Campo Grande. “Ele voltou parecendo que não queria mais nada. A mãe dele falou para eu conversar com ele. A gente mostrou que o futebol tem degraus para subir”, contou Jairo. A conversa, segundo o professor, foi decisiva para recolocar o menino no caminho. A partir dali, Éderson retomou os treinos e passou a entender que a carreira não precisava começar diretamente em um gigante do futebol brasileiro. “Foi aquele tempo que ele precisava”, resume Jairo. O campo-grandense saiu do Tiradentes para seguir carreira fora de Mato Grosso do Sul. Passou por Desportivo Brasil, Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza antes de se firmar no futebol italiano. Hoje, aos 26 anos, foi chamado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, recolocando Mato Grosso do Sul no torneio após 32 anos. Para Jairo, a convocação também joga luz sobre um trabalho que costuma aparecer apenas quando um talento chega ao topo. O Instituto Bola de Ouro existe há 21 anos e, segundo ele, já recebeu entre 4 mil e 5 mil crianças e adolescentes. “É moleque para caramba”, brinca. A estrutura, porém, está longe do brilho que o nome sugere. Jairo afirma que a dificuldade para manter o projeto aumentou desde 2022. Sem recursos suficientes, deixou de conseguir pagar professores e reduziu o atendimento. A escolinha, que chegou a ter cerca de 500 crianças, hoje atende aproximadamente 60, em dois períodos, sempre no contraturno escolar.",
"title": "Técnico segurou Éderson quando volante pensou em largar o futebol"
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