{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreicu4rx7op36kjgj73xgxpadcextuwckaohnxq7zkr3tuw7uxtdtwy",
"uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mnifh5ctnx42"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreihqzu2iw4iqvxgbsry55rdxys3hezuxroretngpd4ndx6grk7wili"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 89445
},
"path": "/meio-ambiente/mpf-busca-adesao-de-frigorificos-a-protocolo-contra-desmate-e-trabalho-escravo",
"publishedAt": "2026-06-04T19:15:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "O Ministério Público Federal quer ampliar a adesão de frigoríficos do Cerrado ao Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado, que traça estratégias para que fornecedores cumpram regras ambientais e trabalhistas, incluindo desmatamento ilegal, uso de áreas embargadas e ocorrência de trabalho análogo ao escravo. Os dois temas tiveram destaque nesta semana por corte de crédito do BNDES a fazendas que desmatam de forma irregular e ameaça do governo dos EUA de incluiu o Brasil em uma lista de 59 países, além da União Europeia, que \"não conseguiram\" proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Hoje, o Cerrado em Mato Grosso do Sul mantém apenas 25% de sua área coberta por vegetação nativa. Essa proporção coloca o estado entre os que menos preservam o bioma no Brasil. Os 75% restantes foram convertidos principalmente para atividades agropecuárias, como pastagens e agricultura (soja, milho e cana-de-açúcar). O protocolo funciona de forma semelhante ao “Boi na Linha”, usado na Amazônia, mas adaptado à realidade do Cerrado. Entre 2024 e 2025, oficinas e encontros envolveram 430 participantes de 108 empresas e organizações, mostrando que a adesão voluntária pode ser combinada com capacitação e troca de experiências. Um dos focos do MPF é atingir frigoríficos de grande porte que ainda não participaram das oficinas. Para isso, os procuradores estudam formas de apoio técnico e incentivos que permitam a participação sem obrigatoriedade legal, mantendo o caráter voluntário do programa. Representantes de organizações como Imaflora e Proforest, que ajudam na gestão técnica do protocolo, destacaram que a adesão traz benefícios práticos: além de reduzir riscos legais e de imagem, empresas podem acessar mercados que exigem cadeias de fornecimento mais responsáveis. Segundo a procuradora da República Adriana Zawada, coordenadora do Grupo de Trabalho Biomas, a iniciativa combina orientação, fiscalização e incentivos de mercado para criar uma cadeia de carne mais sustentável e responsável no Cerrado, integrando empresas, instituições e órgãos públicos. Veja de novo os 4 principais pontos do protocolo: Monitoramento de fornecedores – O protocolo oferece critérios claros para que frigoríficos verifiquem se os fornecedores de gado estão dentro da lei ambiental e trabalhista. Isso inclui checar desmatamento ilegal, áreas protegidas, propriedades embargadas e trabalho análogo ao escravo. Ou seja, não é só conversa: são critérios de compliance que podem ser aplicados e auditados. Adesão voluntária e oficinas – Entre 2024 e 2025, foram realizadas oficinas e reuniões com empresas do setor, somando 430 participantes de 108 empresas ou instituições. Na prática, isso significa capacitação, troca de experiências e orientação sobre como implementar os critérios do protocolo. Foco em grandes frigoríficos – A meta é alcançar empresas de maior porte que ainda não aderiram, justamente porque elas têm maior impacto na cadeia e podem influenciar fornecedores menores. Aqui há uma ação prática: identificar quem ainda não participa e criar estratégias de convencimento e suporte técnico. Redução de riscos e oportunidades comerciais – A adesão ao protocolo traz benefícios tangíveis: empresas podem reduzir riscos de problemas legais, crises de imagem e até ganhar acesso a mercados que exigem cadeia sustentável.",
"title": "MPF busca adesão de frigoríficos a protocolo contra desmate e trabalho escravo"
}