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  "publishedAt": "2026-05-29T21:01:00.000Z",
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  "textContent": "“Eu já tinha perdido a esperança”. A frase é de uma das mulheres atendidas pelo programa Recomeçar Moradia, da Prefeitura de Campo Grande, que assinou nesta sexta-feira (29) contrato para receber auxílio mensal de R$ 500 destinado ao pagamento de aluguel e despesas básicas após sofrer violência doméstica.  Ao todo, 19 mulheres participaram da assinatura dos contratos durante um evento realizado na sede da Semu (Secretaria Executiva da Mulher). Para preservar a segurança das beneficiárias, os nomes não foram divulgados.  Desempregada e mãe de três filhos, uma das participantes contou que o auxílio chega em um momento de aperto financeiro. “Tenho três crianças e pago R$ 700 de aluguel, então esse auxílio vai cobrir mais da metade das despesas”, relatou.  Outra mulher atendida pelo programa afirmou que voltou a estudar recentemente e conseguiu emprego na área de serviços gerais, mas ainda enfrenta dificuldades para reorganizar a vida após sair de uma situação de violência.  Com três filhos e aluguel atrasado, ela diz que o benefício ajudará até em despesas básicas das crianças. “Esse auxílio vai fazer toda a diferença. Tenho três filhos, então esse valor também ajuda nas despesas com as crianças, para comprar uma roupa ou um tênis”, afirmou.  O programa prevê pagamento mensal de R$ 500 pelo período inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação após avaliação técnica. O recurso deve ser usado principalmente para custeio de moradia.  Durante o evento, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que o objetivo do auxílio é oferecer apoio para que as mulheres consigam reorganizar a vida com mais segurança. “Mesmo que esteja sendo difícil essa retomada da vida de vocês, não parem no meio do caminho. O que estamos fazendo aqui, por meio da Secretaria da Mulher, juntamente com a Secretaria de Habitação e o Cláudio, é estender uma mão. Gostaríamos de dar as duas agora, mas ainda não é possível. Então estamos oferecendo esse apoio por meio da locação social”.  A prefeita também afirmou que o programa pretende funcionar como porta de entrada para outras políticas públicas de acolhimento e autonomia financeira. Ela apontou que mais mulheres também foram contempladas.  “Hoje temos 19 aqui, mas todas vão buscar, junto à gestão da Casa da Mulher, esse acolhimento e essa mão amiga do poder público municipal para promover mudança e transformação de vida”, afirmou Adriane.  Ela ainda destacou que a sede da Semu deve funcionar como espaço permanente de apoio às vítimas de violência. “Quero dizer também que esta casa onde vocês estão hoje é um ponto de apoio para as mulheres de Campo Grande. Não apenas para vir aqui assinar um contrato e receber o recurso durante 18 meses, mas porque esta casa abriga a primeira Sala da Mulher Empreendedora do Estado”, declarou a prefeita.  Já o diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), Claudio Marques, afirmou que os contratos assinados nesta sexta-feira representam investimento de mais de R$ 171 mil. “São mulheres que, a partir de hoje, passam a contar com o apoio do poder público para reconduzir seus projetos com mais segurança e dignidade”, afirmou.   O programa —  Criado por lei municipal, o programa prioriza mulheres chefes de família em situação de vulnerabilidade social. O atendimento é feito por equipes da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) e da Semu.  Segundo a prefeitura, além do auxílio financeiro, as mulheres recebem acompanhamento social durante o período de atendimento, com foco na autonomia financeira e na reconstrução da rotina fora do ciclo de violência.  Em  fevereiro deste ano , a prefeitura iniciou o atendimento de 60 mulheres convocadas para o processo de seleção do programa na modalidade voltada a vítimas de violência doméstica.",
  "title": "Auxílio de R$ 500 vira “socorro” em aluguel para vítimas de violência doméstica"
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