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"publishedAt": "2026-05-29T12:15:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "O SUS (Sistema Único de Saúde) terá até 180 dias para começar a ofertar a lenalidomida, medicamento usado no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticados que passaram por transplante de células-tronco. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (29) e é assinada por Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde. O remédio chama atenção pelo custo. No mercado brasileiro, a lenalidomida, vendida como referência pelo nome Revlimid ou em versões genéricas, pode variar de cerca de R$ 18 mil a mais de R$ 35 mil por caixa, conforme a dosagem. Como o tratamento costuma ser feito em ciclos, o gasto mensal pode chegar à casa das dezenas de milhares de reais. Na portaria, o Ministério da Saúde informa a decisão de “incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a lenalidomida para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticados que foram submetidos ao transplante de células-tronco, conforme Protocolo Clínico do Ministério da Saúde”. Isso significa que o medicamento passa a integrar a lista de tecnologias que devem ser oferecidas pela rede pública para esse grupo específico de pacientes. A própria portaria, porém, estabelece que as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS. Ou seja, o remédio foi aprovado para entrada na rede, mas ainda depende da organização do Ministério da Saúde para chegar aos pacientes. O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que atinge células da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. A doença pode comprometer ossos, rins, sangue e sistema imunológico. Em parte dos casos, o tratamento inclui transplante de células-tronco, seguido de medicamentos de manutenção para tentar controlar a evolução da doença. A lenalidomida é usada justamente nesse contexto: depois do transplante, conforme o protocolo clínico definido pelo Ministério da Saúde. A inclusão no SUS é relevante porque o alto preço do medicamento costuma levar pacientes a buscar fornecimento gratuito pela rede pública, por planos de saúde ou por ações judiciais. É aquele tipo de remédio em que a prescrição não cabe no bolso de quase ninguém. A decisão foi tomada no âmbito da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), responsável por avaliar a entrada de medicamentos, exames, procedimentos e outras tecnologias na rede pública. O relatório de recomendação sobre a lenalidomida ficará disponível no site da comissão.",
"title": "SUS terá medicamento para tratar câncer na medula que custa quase R$ 35 mil"
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