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  "publishedAt": "2026-05-28T11:00:00.000Z",
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  "textContent": "José Antônio Pereira chegou à região de Campo Grande em 21 de junho de 1.872. Pouco tempo antes dele, sabemos que, alguns poucos negro e  pelo menos um branco, viviam nesse território. E antes de todos, existiam indígenas? Não sabemos. Há apenas suposições, meras teorias. Todavia, não é possível duvidar que por aqui passaram Caiapós. Passar não é o mesmo que viver. Assim como percorreram soldados brasileiros que voltavam para suas casas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, após a guerra promovida pelo maluco Solano Lopes. Como viviam os primeiros moradores da futura cidade? Em condições extremamente primitivas, muito difícil de imaginar.        Crenças e premonições.   Acreditavam, por exemplo, que manhãs chuvosas eram arautos de males. Moscas no ar, cometas nos céus, relâmpagos e trovoadas traziam doenças. Acertaram no papel doentio das moscas. Eclipses eram sinais de fim dos tempos. Estavam constantemente olhando para os céus. A má disposição dos corpos celestes envenenava os corpos humanos, impedia a plantação e matava as poucas vacas, cavalos e burros.  Galinha  amanhecia de perna para o ar, era a “sabedoria” popular quando um planeta estava “fora de posição”, sabe-se lá o que isso significava.        Sugismundo ou morte!   Os poros fechados pela sujeira protegiam da entrada dos males. Imaginem a fedentina daqueles primeiros moradores da cidade. Não admitiam tomar banho. A regra era não se lavar. Aqueles que não abriam mão do banho eram libidinosos. Não é demais lembrar que, apesar de por aqui não ter padre, a igreja desencorajava os banhos, pois ensejavam a sensualidade. A vida desses homens, mulheres e crianças estava sempre por um fio. Era extremamente difícil.",
  "title": "A sujeira e outras crendices nos primeiros anos de C.Grande"
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