{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiantekdbroqo24bfkymjogjqwjkw2mfzob2folx2tkzxogqfyxnxq",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mmuv754pvcj2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreia6uhbqy72ziexphrktmo6l5a3ic4ad6ln4n6gr45vedknndvjlcq"
    },
    "mimeType": "image/png",
    "size": 1222058
  },
  "path": "/cidades/interior/mp-arquiva-investigacao-contra-vereador-denunciado-por-corrupcao",
  "publishedAt": "2026-05-28T01:16:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) arquivou a investigação contra o vereador Rones Cézar Leal (PSDB), alvo de denúncia por suposta corrupção passiva em Nova Alvorada do Sul, município situado a 116 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi assinada pela promotora Fernanda Rottili Dias, no inquérito que apurava pedido de aumento em contrato de publicidade institucional firmado com a prefeitura.  O caso ganhou repercussão em fevereiro de 2025, quando o então secretário municipal de Governo, Fábio Osório Ferreira, acusou o parlamentar de pressionar a administração para elevar pagamentos destinados ao veículo de comunicação ligado a ele. Segundo a denúncia, o vereador teria pedido aumento de R$ 6 mil para R$ 15 mil mensais.  Na promoção de arquivamento, a promotora afirmou que a conduta investigada não se enquadra no crime previsto no artigo 317 do Código Penal, que trata de corrupção passiva. Conforme o documento, não houve comprovação de relação entre o pedido de reajuste e o exercício do mandato parlamentar.  “O investigado recebia o valor de seis mil reais para publicação de mídias institucionais” e apenas “solicitou o aumento do valor para ao menos quinze mil reais”, registrou a representante do MPMS no parecer enviado à Justiça.  A promotora destacou que o inquérito não apontou que o vereador condicionou o pedido ao cargo eletivo ou utilizou a função pública para obter vantagem indevida. Ela também citou entendimento do TJAC (Tribunal de Justiça do Acre) segundo o qual o crime exige vínculo entre a função pública e o favorecimento solicitado.  O procedimento reuniu depoimentos do ex-secretário Fábio Osório Ferreira, de Rodrigo Rodrigues Flauzino da Silva, do próprio vereador e de Matheus Rocha Cosmo.  Com o arquivamento, o Ministério Público entendeu que não existem elementos mínimos para apresentação de denúncia criminal. O pedido ainda depende de homologação judicial.  Na época da denúncia, Rones negou irregularidades e afirmou que o caso representava retaliação política. O vereador declarou ao  Campo Grande News  que prestava serviços de publicidade institucional à prefeitura antes de assumir cadeira na Câmara Municipal.  Ele também alegou que a administração municipal tinha autonomia para aceitar ou rejeitar os valores apresentados pelo serviço de mídia. Segundo o parlamentar, as críticas publicadas pelo veículo de comunicação não tinham relação com os contratos mantidos com a prefeitura.",
  "title": "MP arquiva investigação contra vereador denunciado por corrupção"
}