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"publishedAt": "2026-05-26T12:10:00.000Z",
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"textContent": "Na cozinha do restaurante aberto há menos de três meses na Rua 15 de Novembro, algumas panelas já carregavam marcas do tempo antes mesmo do primeiro cliente chegar. Elas pertenciam à Dona Alair Angela Nazareth, avó de Hayanne Freitas Nazareth, e hoje dividem espaço com objetos que foram dela e até plantas que saíram da casa da família para continuar fazendo parte da rotina, só que agora entre fogão, marmitas e pratos feitos. A neta transformou o preparo diário em uma homenagem viva, não só à avó dela, mas também à da sócia, Nagila Barbara de Miranda. As matriarcas foram o alicerce de suas famílias e deixaram saudades. O projeto quer manter a memória afetiva presente na rotina das pessoas. A ideia era criar um lugar acessível, mas que tivesse cara de almoço em família. Foi o pai de Hayanne quem sugeriu transformar o rosto de Dona Alair na logo do restaurante. A homenagem ganhou ainda mais significado após uma sequência de despedidas na família: o avô morreu no início de 2025 e, meses depois, em setembro, foi a vez da avó. “Desde o preparo até a finalização do prato, sempre tem alguma coisa dela sendo usada”, conta Hayanne. Criada pela avó até se casar, ela diz que o restaurante acabou virando uma forma de continuar convivendo com quem ensinou tanto sobre cuidado e dedicação. “Ela reunia todo mundo para comer. Demonstrava amor pela comida. Abrir o restaurante foi uma forma de manter ela viva dentro da minha rotina.” Do outro lado dessa história está Nagila, técnica em nutrição e amiga de Hayanne há 9 anos. As duas se conheceram trabalhando em outro restaurante, uma na gestão e outra na cozinha, e mantiveram o sonho de um dia empreender juntas. Para Nagila, entrar no projeto também foi uma forma de homenagear quem a criou. Criada pela avó desde os três anos, ela guarda na memória os bolinhos de chuva, os almoços prontos e o cuidado de quem fazia da comida uma forma de afeto. A avó morreu durante a pandemia, mas seguiu como inspiração para tudo o que ela queria servir no prato. \"Pensamos que nada mais justo que homemagar as nossoas avós\". O cardápio mistura simplicidade e memória. Tem bolinho de arroz, dobradinha, marmitas entre R$ 18 e R$ 22 e pratos executivos como o bife. Tudo pensado para lembrar aquelas refeições que dificilmente tinham receita escrita. \"Ela se doou muito pela família, se doou muito por aqueles que ela amava. E muito, muito do que eu sou hoje eu devo a ela. E não tem uma pessoa que conheceu a Dona Alair, que não a ama. Literalmente é uma pessoa que faz muita falta, muita falta. Eu falo por mim mesmo. Ela faz muita falta. E abrir o restaurante foi uma forma de eu encontrar pra ter ela viva dentro da minha rotina ainda, passou a preencher um buraco que a ida dela fez dentro de mim\". O restaurante Dona Vó fica na Rua 15 de Novembro, 1583.",
"title": "Panela antiga em restaurante é homenagem à avó que tanto ensinou"
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