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"textContent": "Vivemos em um tempo no qual quase tudo responde ao toque. O celular desbloqueia com um dedo, a televisão muda de canal com um clique, o elevador obedece ao apertar de um botão. Talvez por isso muita gente tenha desaprendido uma coisa essencial: pessoas não funcionam assim. No cotidiano, é comum ver alguém cutucando repetidamente o outro para chamar atenção, tocando no braço várias vezes durante uma conversa, interrompendo, insistindo, invadindo pequenos espaços que deveriam ser preservados. E quase sempre isso vem disfarçado de proximidade, simpatia ou espontaneidade. Mas existe uma linha muito tênue entre ser caloroso e ser invasivo. A boa educação também passa pela forma como ocupamos o espaço do outro. Elegância não é apenas saber se vestir bem. É saber se comportar. É perceber que nem todo toque é necessário. Que nem toda insistência aproxima. E que respeito, muitas vezes, está justamente na sutileza. Um olhar atento costuma funcionar melhor do que vários tapinhas no ombro. Um leve aceno é mais gentil do que puxar alguém pelo braço. Chamar pelo nome, em tom educado, demonstra mais refinamento do que elevar a voz ou repetir “psiu” diversas vezes. Pessoas não precisam ser acionadas como telas sensíveis ao toque. É elegantíssimo se fazer notar sem causar desconforto, entender que educação é também perceber limites invisíveis. E para que você nunca mais seja invasivo, existe um padrão universal que vale em qualquer lugar do mundo. A distância de até 50 centímetros de outra pessoa está reservada apenas para pessoas íntimas, do convívio pessoal. Interações sociais e profissionais precisam respeitar a distância mínima de 50 centímetros, ou seja, aproximadamente um braço esticado de distância. Já em interações públicas, como eventos, o ideal é manter pelo menos 1,30 metro entre você e as outras pessoas. Aí não tem erro. E isso vale para tudo: relações pessoais, ambiente profissional, eventos sociais e até atendimentos comerciais. A maneira como abordamos alguém comunica respeito, inteligência emocional e consideração.Parte inferior do formulário",
"title": "As pessoas não são como uma tela touchscreen"
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