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  "publishedAt": "2026-05-24T23:02:00.000Z",
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  "textContent": "CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou uma resolução que autoriza e regulamenta o uso do fenol em procedimentos terapêuticos, estéticos e cirúrgicos, mesmo com a substância proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde junho de 2024. A medida foi divulgada nesta semana e estabelece uma série de exigências para médicos e clínicas que utilizarem o produto em tratamentos.  A decisão do conselho ocorre quase dois anos depois da morte de um homem de 27 anos durante um procedimento conhecido como “peeling de fenol” em uma clínica da zona sul de São Paulo (SP). O caso levou a Anvisa a suspender o uso da substância em todo o País por causa dos riscos associados ao procedimento.  O fenol é utilizado principalmente em tratamentos de rejuvenescimento facial, redução de rugas profundas e renovação intensa da pele. Apesar dos resultados estéticos buscados pelos pacientes, especialistas alertam que a substância pode provocar efeitos graves no organismo, principalmente no coração e nos rins.  Na nova resolução, o CFM afirma que o fenol pode ser usado com segurança desde que o procedimento siga protocolos rigorosos e seja realizado exclusivamente por médicos capacitados.  As regras definem que apenas profissionais com treinamento atualizado em ACLS (Suporte Avançado de Vida Cardiovascular), sigla em inglês, poderão usar a substância. A exigência busca garantir resposta rápida em casos de complicações graves durante os procedimentos.  O conselho também determinou que o paciente passe por avaliação médica completa antes da aplicação do fenol. A análise inclui exames clínicos, laboratoriais e eletrocardiográficos para identificar possíveis fatores de risco.  Outra exigência prevista na resolução é o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual por toda a equipe envolvida no procedimento. O texto ainda estabelece que os profissionais utilizem fórmulas padronizadas, com composição conhecida e cientificamente validada.  O médico responsável deverá acompanhar todas as etapas do tratamento. A norma determina responsabilidade direta desde a aquisição da substância até o preparo, aplicação e acompanhamento do paciente no pós-procedimento.  A resolução também proíbe o compartilhamento ou comercialização do fenol entre profissionais. Segundo o CFM, a medida busca ampliar o controle sobre a utilização do produto.  Em nota enviada ao jornal Estadão, a conselheira federal Yáscara Lages, uma das relatoras da resolução, afirmou que o fenol continua sendo uma ferramenta importante dentro da medicina estética e terapêutica, mas exige controle rigoroso.  “Ele é uma arma terapêutica importante e deve ser usado com responsabilidade, seguindo todos os protocolos de segurança”, declarou.  O próprio conselho reconhece os riscos relacionados ao uso da substância. Na exposição de motivos da resolução, o CFM afirma que a toxicidade sistêmica do fenol pode provocar arritmias cardíacas complexas e insuficiência renal, situações consideradas potencialmente fatais.  Por causa desses riscos, a entidade defende que os procedimentos ocorram apenas em ambientes controlados e com profissionais treinados para lidar com emergências médicas.  A Anvisa não respondeu ao contato do Estadão sobre a nova resolução do CFM. Quando proibiu o fenol, em 2024, a agência afirmou que não existiam estudos suficientes para comprovar segurança e eficácia da substância em tratamentos estéticos ou de saúde em geral.  Na época, a agência informou que a suspensão tinha como objetivo proteger a integridade física da população enquanto eram realizadas investigações sobre os possíveis danos causados pelo produto.",
  "title": "Conselho de Medicina libera uso de fenol mesmo após proibição sanitária"
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