{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreidbgookunfm2lbxtyz4zwck6lzmtzxs6xzyhfwji7z3ratzz3p77m",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mmf6ai4x2j22"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiglazl2g3trgbm7rsmccq4o2frd52bafeng4mk5spuoh5kf2p3msm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 73873
  },
  "path": "/saude-e-bem-estar/registro-digital-em-cartorios-soma-366-doadores-de-orgaos-em-ms",
  "publishedAt": "2026-05-21T18:27:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Quase 370 moradores de Mato Grosso do Sul já deixaram registrado, em cartório, o desejo de doar órgãos. O número faz parte do balanço de dois anos da AEDO (Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos), serviço digital criado pelos Cartórios de Notas e regulamentado nacionalmente pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).  Desde o lançamento da plataforma, 366 manifestações formais foram feitas no Estado. Na prática, são pessoas que decidiram documentar, com validade jurídica, a vontade de doar órgãos após a morte. O procedimento é gratuito e pode ser feito pela internet.  O dado aparece em um cenário ainda sensível. Segundo números citados pelo CNB/MS (Colégio Notarial do Brasil, Seção Mato Grosso do Sul), mais de 290 pessoas aguardam atualmente por um transplante no Estado. No país, a fila passa de 48 mil pessoas.  Para o presidente do CNB/MS, Elder Dutra, a ferramenta ajuda a dar mais clareza à decisão do doador e pode facilitar o processo em um momento delicado para as famílias.  “A AEDO é uma ferramenta que traz segurança jurídica e facilita a manifestação de vontade do cidadão de forma totalmente digital. Em Mato Grosso do Sul, já são quase 370 registros, um avanço importante para fortalecer a cultura da doação. Diante do número de pessoas que ainda aguardam por um transplante, cada autorização formalizada pode representar uma chance real de salvar vidas”, afirmou.  A autorização é feita pela plataforma e-Notariado, criada pelo CNB/CF (Colégio Notarial do Brasil, Conselho Federal). Para registrar a vontade, o cidadão acessa o portal da AEDO, solicita gratuitamente um Certificado Digital Notarizado, participa de uma videoconferência com um tabelião de notas e assina eletronicamente o documento, indicando quais órgãos deseja doar.  Depois disso, a autorização passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser consultada por profissionais autorizados do SNT (Sistema Nacional de Transplantes). A decisão também pode ser revogada a qualquer momento.  A proposta da AEDO é tirar a manifestação de vontade do campo da conversa informal e transformá-la em documento. Isso não elimina a importância do diálogo com a família, mas cria um registro oficial da decisão do doador.  Além da ferramenta digital, iniciativas legislativas começaram a surgir para incentivar o cadastro. No Paraná, por exemplo, uma lei aprovada em 2025 passou a garantir benefícios como meia-entrada em eventos culturais e esportivos para pessoas cadastradas na AEDO.",
  "title": "Registro digital em cartórios soma 366 doadores de órgãos em MS"
}