{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreibyg66byincyjazm7tlnvxvgsv5d3s5kd7bj4mt4xryvbummi23ei",
"uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mm57fi4hwae2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreigxwmzznmvjittf3i3v74kjz6c7geveocdhzf2m44ptrkt4x3vyay"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 461314
},
"path": "/cidades/capital/casa-de-comerciante-de-armas-alvo-da-pf-sofre-ataque-com-bomba-caseira",
"publishedAt": "2026-05-18T14:20:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "Alvo da operação Oplá, deflagrada pela Polícia Federal em 2022, Rodrigo Donovan de Andrade, de 41 anos, teve a residência no Bairro Vila Nascente, em Campo Grande, atingida por uma bomba caseira na noite do último sábado (17). O homem é comerciante de armas. Ele tem passagens criminais, inclusive por assalto a banco em Sergipe, em 2011. De acordo com o boletim de ocorrência, Rodrigo relatou que estava em casa por volta das 22h43 quando ouviu um forte estampido. Inicialmente, ele acreditou que o barulho se tratava de fogos de artifício e não deu importância ao ocorrido. No entanto, ao acordar na manhã de domingo (17), encontrou diversas avarias no imóvel. A explosão causou danos no portão, na porta da residência, em uma coluna da varanda e danificou o teto do veículo da vítima, que estava estacionado no quintal. No local, foram encontrados estilhaços de ferro e pinos. O comerciante então decidiu acionar o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que foi ao local e confirmou que o imóvel havia sido alvo de uma bomba caseira. A Perícia Científica também esteve no endereço para recolher os resquícios do artefato e registrar as imagens dos estragos. Testemunhas informaram que um homem em uma motocicleta preta foi visto passando pelo local no horário aproximado do crime. A principal suspeita é de que o ataque tenha sido motivado por um desacordo comercial envolvendo a venda de armamentos. O Bope conseguiu identificar a origem da bomba caseira pelas iniciais nos resquícios do artefato e agora busca os dois suspeitos. O caso está sendo investigado. Ameaças Aos policiais, Rodrigo explicou que trabalha com o comércio de armamentos e que, há cerca de três anos, teve um desentendimento com um homem que atuava como representante comercial na compra de material bélico e havia adquirido alguns equipamentos, mas acabou preso em uma operação da Polícia Federal, o que interrompeu as transações e deixou pendente a entrega de duas armas. Após a prisão, o comerciante passou a receber cobranças e ameaças via WhatsApp vindas de um número com DDD 21 (Rio de Janeiro), o qual foi bloqueado por ele na época. Contudo, na primeira semana de maio deste ano, um novo número com o mesmo código de área voltou a enviar mensagens cobrando as armas da antiga negociação com o suspeito. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como dano qualificado pelo emprego de substância explosiva e explosão. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado ou preso. Histórico Em outubro de 2022, ele foi apontado pelas investigações da Polícia Federal como o suposto mandante de um esquema de comércio ilegal de armas e fuzis. Ele acabou sendo identificado após Narciso Chamorro ser preso com quatro fuzis calibre 7.62, três pistolas 9 mm de fabricação americana com “kit rajada”, coletes balísticos com identificações falsas da Polícia Civil, balaclavas e várias munições. Em depoimento, Narciso afirmou que trabalhava para Rodrigo, identificado apenas como \"RD\", e que o homem havia pedido para que ele guardasse o armamento por três ou quatro dias. Naquela época, a PF identificou ainda que Rodrigo esteve em “empreitada criminosa ocorrida no estado de Sergipe (também com atuação nos estados de Alagoas e Bahia), onde integrava grupo criminoso organizado”. Também há registro de assaltos a bancos na cidade de Ribeirãozinho (MT). Entre os anos de 2011 e 2012, foi indiciado por lesão corporal, furto tentado e associação criminosa, além de posse e comércio ilegal de arma de fogo. Antes disso, na Capital sul-mato-grossense, no ano de 2007, em outra ação da Polícia Federal, Rodrigo foi preso por manter comércio ilegal de arma de fogo e chegou a ser denunciado pelo crime. Na ocasião, ele alegou que trabalhava junto com seu pai, na empresa Tiro Certo, na manutenção de armamentos. Nem ele nem o pai eram credenciados para o serviço.",
"title": "Casa de comerciante de armas, alvo da PF, sofre ataque com bomba caseira"
}