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"publishedAt": "2026-05-15T19:50:00.000Z",
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"textContent": "O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, afirma que as principais pressões vindas dos prefeitos hoje revelam um Estado que cresce de forma desigual e ainda enfrenta gargalos históricos em infraestrutura, saúde e habitação. Em entrevista, o deputado defende que o fortalecimento do municipalismo deixou de ser apenas discurso político e passou a influenciar diretamente as decisões do governo estadual e da própria Assembleia. Segundo ele, as cidades menores seguem mais dependentes da parceria institucional para conseguir avançar em obras e serviços básicos. “As demandas passam muito pela infraestrutura, saúde e habitação. Os prefeitos querem condições para melhorar a vida das pessoas nos municípios”, afirma. Entre os pedidos mais frequentes, estão obras de pavimentação, recuperação de estradas, acesso à água e investimentos hospitalares, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros. Ao abordar a distribuição de recursos entre Campo Grande e o interior, Gerson reconhece que o tema provoca tensão permanente dentro da gestão pública. Segundo ele, os critérios constitucionais acabam favorecendo municípios com maior população e atividade econômica, o que naturalmente concentra parte dos recursos na Capital. Ao mesmo tempo, o presidente da Assembleia avalia que o avanço econômico de cidades do interior mudou o peso regional dentro do Estado. “O crescimento regionalizado fez com que municípios do interior ganhassem protagonismo econômico e passassem a participar mais desse rateio”, explica. A fala ocorre em meio às discussões sobre o peso financeiro assumido por Campo Grande, principalmente na área da saúde pública. A Capital atende pacientes de todas as regiões de Mato Grosso do Sul e frequentemente absorve despesas superiores à compensação financeira recebida. Para Gerson Claro, o grande desafio do Estado é equilibrar investimentos estruturantes no interior sem enfraquecer a capacidade da Capital de sustentar serviços regionais. Nesse cenário, ele atribui à Assembleia um papel estratégico na correção dessas distorções, principalmente por meio das emendas parlamentares e dos chamados recursos voluntários. “A Assembleia ajuda a corrigir distorções que a própria regra constitucional não consegue alcançar sozinha”, afirma. Municipalismo como eixo político O presidente da Casa também sustenta que a aproximação entre governo estadual, prefeitos e Legislativo se consolidou nos últimos anos e ganhou força desde a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja. Segundo ele, a política municipalista passou a ter efeito prático nas decisões administrativas e na definição de prioridades regionais. “Fortalecer os municípios é fortalecer o cidadão”, resume. Apesar da movimentação política em torno das eleições de 2026, Gerson evita antecipar cenários eleitorais e afirma que o momento ainda é de diálogo e construção de alianças. “A política é muito dinâmica”, disse. Ele reforça que a Assembleia continuará tendo protagonismo nas articulações políticas por representar todas as regiões do Estado, mas defende que esse papel seja exercido “com equilíbrio, responsabilidade e respeito institucional”. Tecnologia, transparência e aproximação Ao fazer um balanço da própria gestão, Gerson Claro aponta como principal marca a tentativa de aproximar a Assembleia dos municípios e ampliar o diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Também cita como avanços a estabilidade institucional da Casa e o ambiente de debates sem confrontos extremos. O deputado admite, porém, que o Legislativo estadual ainda precisa modernizar processos internos e ampliar o uso de tecnologia. Entre os desafios apontados estão a virtualização de procedimentos, melhoria na comunicação institucional e maior aproximação da população com o trabalho parlamentar. “A Assembleia avançou muito, mas toda instituição pública precisa evoluir constantemente”, afirma.",
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