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Enfermeira deixa prisão e nega acesso a depósito com medicamento vencido

Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] May 15, 2026
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Em depoimento na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), a enfermeira da Clínica Canela, presa em flagrante na quinta-feira (14), negou ter acesso ao depósito onde foram encontrados 1.294 frascos de  medicamentos vencidos durante fiscalização. A responsável técnica do local afirmou ao delegado Wilton Vilas Boas que a chave do local é de uso exclusivo do farmacêutico, que foi demitido, e do gerente. Ela ainda declarou que apenas conferia as medicações que eram repostas pelo profissional. Questionada sobre ter falado que na sala havia apenas pertences pessoais do proprietário da clínica, a enfermeira negou a frase e alegou ter ficado nervosa já que era seu primeiro emprego na área.  Sobre os medicamentos, a enfermeira contou ao delegado que a clínica usa doses de tirzepatida manipuladas em um laboratório que não pertence à marca comercial Mounjaro, mas não soube informar onde fica o local. Por fim, sobre as prescrições médicas para o estoque, a enfermeira declarou que a responsabilidade pelos documentos e compras é do gerente da clínica. Ela passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (15) e teve a liberdade provisória concedida pelo juiz Francisco Soliman. Entenda Os medicamentos foram localizados em uma sala separada da clínica, na Rua Joaquim Murtinho. Segundo a polícia, a equipe afirmou que o espaço seria utilizado como depósito e também para armazenamento de objetos de funcionários. Inicialmente foram encontrados 484 frascos de medicamentos vencidos, mas, conforme a Delegacia, a contagem oficial totalizou 1.294 unidades de medicamentos vencidos. A denúncia foi feita por um laboratório que produz o medicamento autorizado. A operação foi realizada por equipes do Procon, Vigilância Sanitária, Decon e CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária. Em vídeo publicado e depois excluído das redes sociais, Jonathas Canela negou falhas, contestou a interpretação das denúncias e disse que a unidade já recebeu outras fiscalizações no mesmo ano. Em nota oficial, a assessoria de comunicação da Clínica Canela informou que colabora integralmente com os órgãos fiscalizadores e apresenta documentos, registros técnicos e esclarecimentos durante o procedimento ainda em andamento. A instituição afirmou respeitar a atuação das autoridades e disse que conclusões antes da análise final seriam precipitadas. A clínica negou fabricar, manipular, rotular ou comercializar medicamentos de forma irregular. Também afirmou que não condiciona atendimento ou continuidade terapêutica à compra de produtos e disse que o paciente pode adquirir medicamentos em qualquer estabelecimento. Sobre os itens vencidos encontrados em depósito, a instituição informou que abriu apuração interna e revisa protocolos de armazenamento, conferência e descarte. A clínica afirmou que a presença desses materiais não indica uso em pacientes e disse que apresentará registros às autoridades.

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