Investigação aponta que filho agrediu mãe morta e esperou 2h para pedir socorro
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May 14, 2026
A morte de Maria de Lourdes Pereira Lopes Agueiro, de 56 anos, passou a ser investigada como feminicídio após a polícia encontrar sinais de agressão no corpo da vítima, na manhã desta quinta-feira (14), no distrito de Panambi, em Dourados. O principal suspeito é o filho dela, Rener Pereira Rodrigues, de 26 anos, preso em flagrante. Segundo o boletim de ocorrência, Rener afirmou ter encontrado a mãe morta por volta das 5h da manhã, mas só procurou ajuda duas horas depois, às 7h, quando foi até o posto de saúde localizado em frente à residência da família. Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como morte natural, já que Maria de Lourdes apresentava problemas de saúde. No entanto, ao entrarem na casa, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da perícia encontraram a vítima sobre a cama com ferimentos considerados incompatíveis com causas naturais. Conforme o registro policial, a mulher tinha lesões graves na face, cortes nos lábios, sangue próximo à boca e o olho esquerdo “quase saltado da face”. A perícia também levantou a suspeita de que ela tenha sido colocada na cama já sem vida. À polícia, Rener contou que a família havia recebido a visita de um pastor na noite anterior e jantado juntos. Depois disso, a mãe teria ido dormir. Ele alegou ainda que, durante a madrugada, ouviu barulhos vindos do quarto e que Maria aparentava “estar vendo vultos”. O suspeito disse também que, por volta das 3h30, entregou uma pequena faca de serra para a mãe cortar um pano e se secar do suor. Apesar da versão apresentada, os peritos apontaram “várias contradições” no relato. Ainda segundo o boletim, o marido da vítima, Elvidio Rodrigues Agueiro, de 69 anos, não teria condições físicas de cometer as agressões. Diante dos indícios encontrados na casa e da falta de explicações para os ferimentos, o delegado responsável determinou a prisão de Rener, que foi levado algemado para a delegacia. Moradores do distrito relataram que o suspeito teria transtornos mentais, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades. O caso é investigado pela Polícia Civil de Dourados e pode ser o 13º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.
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