{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreigmvwdygbzlkrj6rakiycbn4xogyhbkbpoai4tads56iftdjohbry",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mkqk42hjd322"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreia555tsddtkbwkui4wua3j472anvnv7eb2njf5aj52s7locyy3ffy"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 184062
  },
  "path": "/brasil/cidades/ms-e-principal-rota-de-migrantes-mas-maioria-segue-para-outros-estados",
  "publishedAt": "2026-04-30T20:36:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Mato Grosso do Sul aparece no mapa da migração internacional no Brasil, mas longe dos grandes centros que concentram a maioria dos estrangeiros. Dados do Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais mostram que o Estado integra a rota de entrada e redistribuição de migrantes, principalmente haitianos.  O Brasil abriga hoje pouco mais de 2 milhões de imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio, espalhados por todas as unidades da federação. Venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos formam os principais grupos.  No caso de Mato Grosso do Sul, o destaque não está no volume, mas na posição estratégica. A cidade de Corumbá aparece como uma das portas de entrada por via terrestre, usada por haitianos em diferentes períodos.  Além disso, o Estado integra o chamado “terceiro bloco” de concentração dessa população, junto com Mato Grosso e Minas Gerais. Isso significa presença relevante, mas bem abaixo de estados como São Paulo, Paraná e Roraima.  Migrantes entram por estados do Norte ou Sudeste e acabam se espalhando pelo país, incluindo o Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul entra justamente nessa etapa de interiorização.  O próprio relatório aponta, ainda, que a integração dos migrantes acontece nos municípios, responsáveis por serviços como saúde, educação e assistência social. Outro ponto importante é o perfil desses migrantes. Entre haitianos, cresce a presença de mulheres, crianças e idosos, o que aumenta a demanda por políticas públicas específicas.  Enquanto Mato Grosso do Sul aparece como rota secundária, o grosso da migração segue concentrado em poucos estados. Em 2024, São Paulo liderou com mais de 140 mil migrantes cadastrados em programas sociais, seguido por Paraná e Roraima.  No mercado de trabalho, o número de imigrantes com carteira assinada passou de 414 mil em 2025, com alta de 54% em dois anos. Venezuelanos lideram, seguidos por haitianos e cubanos.  Apesar do crescimento, o relatório faz um alerta: muitos estrangeiros qualificados acabam em empregos de baixa renda, o que indica falhas na integração.",
  "title": "MS é principal rota de migrantes, mas maioria segue para outros estados"
}