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  "publishedAt": "2026-04-18T11:34:00.000Z",
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  "textContent": "Você vive oferecendo petiscos para seu cãozinho ou gato? Sabia que o hábito costuma ser visto como um gesto de carinho, mas o exagero pode matar seu bichinho? O alerta é do médico veterinário Antônio Defanti Júnior. Ele revela erros comuns que muitos tutores cometem e acabam prejudicando, sem querer, a saúde dos pets. O maior problema não é o petisco em si, mas o desequilíbrio nutricional e o excesso calórico.  Na prática, o cenário é simples e preocupante. Quando o animal consome mais calorias do que precisa, o ganho de peso é inevitável. A obesidade, por sua vez, não é um problema isolado. Ela funciona como uma porta de entrada para doenças inflamatórias, problemas articulares como displasia e artrite, além de diabetes e complicações cardíacas. Não é uma questão estética, é clínica. E progressiva, segundo Defanti.  Outro ponto crítico envolve alimentos gordurosos como a famosa \"carninha inocente\", \"Petiscos como um pedaço de picanha ou queijo amarelo podem desencadear pancreatite, que é uma inflamação aguda e gravíssima no pâncreas\", explica o veterinário.  Ele alerta que uma condição que pode evoluir rapidamente e exigir atendimento emergencial. Ou seja, aquele “agrado” improvisado pode sair caro, e não só no bolso. Com o tempo, o impacto não se limita ao peso ou a doenças pontuais.   O comportamento alimentar também muda. Animais que recebem petiscos com frequência tendem a desenvolver seletividade alimentar, passando a rejeitar a ração balanceada. \"O pet começa a esperar pelo petisco e deixa de consumir um alimento completo, o que leva a deficiências de vitaminas e minerais\", diz o médico veterinário da clínica Veterinária Bourgelat.   Além disso tudo, ainda há riscos silenciosos que muitos tutores ignoram. Alimentos comuns na rotina humana, como cebola, alho, uvas e produtos com xilitol, são altamente tóxicos para cães e gatos. Pequenas quantidades podem causar intoxicações graves. O problema é que esses ingredientes estão presentes em diversos preparos caseiros, o que aumenta a exposição sem que o tutor perceba.  A recomendação padrão é a regra dos 10%. Os petiscos não devem ultrapassar 10% das calorias diárias do animal. Em casos de adestramento, o cuidado precisa ser ainda maior. As porções devem ser mínimas, do tamanho de um grão de feijão. Já para animais acima do peso, o ideal é suspender os petiscos ou usar a própria ração como recompensa. Simples, mas frequentemente ignorado.  Isso não significa que o tutor precise eliminar totalmente os agrados. Há opções mais seguras e adequadas. Para cães, frutas como maçã sem sementes, banana e melancia podem ser oferecidas com moderação, assim como legumes cozidos em água, como cenoura e abóbora, e proteínas magras, como frango cozido sem tempero.   Já para os gatos, que são mais exigentes e carnívoros estritos, o indicado é pequenas porções de frango ou peixe cozido, além de petiscos desidratados e até grama de trigo, que auxilia na digestão e funciona como estímulo.  Mesmo nessas alternativas, o erro mais comum continua sendo o exagero. Natural não significa liberado. Quantidade ainda é o fator decisivo. No fundo, a questão vai além da alimentação. Muitos tutores associam comida a afeto e usam o petisco como principal forma de interação. É um atalho fácil, mas pouco saudável.  \"O petisco deve ser um complemento à interação e ao reforço positivo, nunca a base da dieta\", reforça o veterinário. Atividades físicas, brincadeiras e enriquecimento ambiental cumprem melhor esse papel e ainda contribuem para o bem-estar do animal.",
  "title": "Petisco em excesso pode virar doença e até levar seu pet à morte"
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