Operação da PF busca suspeitos de incêndio em área protegida no Pantanal
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial]
April 16, 2026
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Baía Negra para apurar a prática de incêndio em bem da União na Área de Preservação Ambiental Baía Negra, localizada em Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande, no Pantanal sul-mato-grossense. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no município. Os alvos são moradores de Ladário que podem estar relacionados ao caso. Durante a ação, os agentes apreenderam documentos e aparelhos celulares, que agora passam por análise para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos. Segundo a investigação, dois suspeitos teriam provocado os incêndios com o objetivo de viabilizar a construção de um embarcadouro destinado ao manejo de gado em área protegida. Investigação - As investigações tiveram início em outubro de 2025, após focos de queimadas atingirem a APA (Área de Proteção Ambiental) Baía Negra. O incêndio começou no sábado, 11 de outubro, e consumiu cerca de 1.920 hectares, conforme dados da ECOA (Ecologia e Ação). Na época, o combate às chamas mobilizou uma força-tarefa com 13 brigadistas do Prevfogo, oito da Brigada Pronto Emprego Pantanal, cinco da Taunay Ipegue e integrantes da brigada comunitária da própria APA. As equipes contaram com apoio de um caminhão ABTF (Auto Bomba Tanque Florestal), três viaturas e um helicóptero. Também participaram da operação o Corpo de Bombeiros Militar e a Marinha do Brasil, que atuaram de forma integrada para conter o avanço do fogo. Área abriga comunidades tradicionais - Criada em 2010, a APA Baía Negra é uma das primeiras unidades de conservação municipais do Pantanal. A região abriga comunidades ribeirinhas que vivem da pesca e de atividades agroextrativistas. Antes mesmo do incêndio, voluntários já haviam iniciado, em agosto do ano passado, ações preventivas contra queimadas, incluindo a abertura de aceiros com uso de maquinário. Desde o início do incêndio, a Polícia Federal acompanha o caso, que é tratado como possível crime ambiental provocado por ação humana. A análise do material apreendido na operação desta quinta-feira deve indicar os próximos desdobramentos da investigação.
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