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  "publishedAt": "2026-04-15T14:29:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, nesta terça-feira, a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral em todo o país. A medida inclui a proibição de comercialização, distribuição, importação e uso dos produtos, que vinham sendo divulgados principalmente na internet como alternativas para emagrecimento.  Segundo a agência, os dois itens eram apresentados como fármacos injetáveis da classe GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. No entanto, não possuem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro no órgão regulador, o que os torna irregulares no Brasil.  A Anvisa foi direta, e com razão: não há garantia sobre o que está dentro dessas canetas. Os produtos são fabricados por empresas desconhecidas e, por isso, não há comprovação de qualidade, eficácia ou segurança. Em nota, a agência alerta que os medicamentos “não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”.  A orientação é que profissionais de saúde e pacientes que encontrem produtos dessas marcas denunciem o caso à própria Anvisa ou à Vigilância Sanitária local.  Hoje, apenas quatro medicamentos desse tipo têm autorização no país. São eles: Saxenda, Ozempic e Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk, além do Mounjaro, da Eli Lilly. Esses produtos são indicados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, sempre com prescrição médica.  A regra é simples, mas muita gente ignora: medicamentos sem registro não podem ser vendidos no Brasil. A importação até pode ocorrer em situações específicas, para uso pessoal e com receita médica, mas essa exceção deixa de valer quando há proibição formal, como ocorreu agora com Gluconex e Tirzedral.  E aqui entra um ponto que pouca gente presta atenção: farmácias de manipulação. Como ainda não existem versões genéricas mais baratas dessas canetas, alguns estabelecimentos têm explorado a demanda oferecendo fórmulas “equivalentes” a preços menores. O problema é que não há garantia de que o produto manipulado seja realmente igual ao original.  Entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia alertam que esses medicamentos são complexos e difíceis de reproduzir. Traduzindo: não dá para confiar cegamente no rótulo.  Diante desse cenário, a Anvisa informou que prepara novas regras para o setor. A proposta inclui maior controle sobre a importação, manipulação e rastreabilidade dos insumos farmacêuticos, além de exigências mais rigorosas de qualidade e segurança ao longo da cadeia produtiva.  A agência também reforça que medicamentos manipulados só podem ser produzidos sob medida, mediante receita, sem estoque e sem propaganda. Na prática, qualquer oferta pronta ou anúncio amplo já deveria acender um alerta.",
  "title": "Anvisa manda apreender Gluconex e Tirzedral e proíbe 2 canetas emagrecedoras"
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