{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiey6z3sreocs6phfzb27xpvpu6qpltpw66x6x2n2kbkd3nyf4zeti",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mi2thmvnszp2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreia5ilc2j2g65so4cb5iwhqn3gwlviompvpkxotk4euljpykegryxq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 36657
  },
  "path": "/meio-ambiente/atlas-lancado-na-cop15-mostra-rotas-de-aves-ameacadas-nas-americas",
  "publishedAt": "2026-03-27T18:08:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Um atlas que mapeia rotas de migração, pontos de parada e áreas de descanso de aves nas Américas foi lançado nesta quinta-feira (26), durante a COP15, em Campo Grande. O evento internacional termina neste fim de semana na Capital.  Disponível online, o Atlas de Rotas Migratórias das Américas reúne informações sobre 89 espécies e deve ajudar governos e organizações a identificar regiões prioritárias para conservação. A ferramenta permite visualizar, em mapa interativo, por onde as aves passam ao longo do ano e onde estão mais vulneráveis.  Segundo o diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, Bráulio Dias, o atlas pode influenciar diretamente decisões de políticas públicas. A ideia é usar os dados para definir áreas que precisam de mais proteção, seja com criação de unidades de conservação ou ajustes em atividades humanas.  Durante o lançamento, a secretária executiva da CMS, Amy Fraenkel, destacou que o atlas reforça a necessidade de cooperação entre países. Segundo ela, proteger espécies migratórias depende de ações coordenadas além das fronteiras.  O impacto também chega ao licenciamento ambiental. Empreendimentos como linhas de transmissão e parques eólicos poderão usar as informações para evitar áreas críticas. “Se a localização não for bem definida, pode causar alta mortalidade de aves e morcegos”, explicou.  Além do uso técnico, a ferramenta também pode ser acessada pelo público em geral, inclusive para observação de aves e turismo. O sistema mostra quais espécies são mais comuns em cada região e em que época do ano podem ser encontradas.    O atlas foi construído com base em milhões de registros da plataforma eBird e deve ser ampliado. A previsão é chegar a 622 espécies monitoradas em 56 países, cobrindo rotas que vão do Ártico canadense até a Patagônia.  Entre as espécies já mapeadas está o veste-amarela, ave que passa pelo Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai e enfrenta forte redução populacional. Por isso, integra a lista de espécies ameaçadas da CMS.  Para Christopher Wood, do Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, o atlas mostra o potencial da colaboração internacional e da ciência cidadã. “É o resultado de milhões de observações feitas por pessoas em todo o continente”, afirmou.  A ferramenta é fruto de parceria entre a CMS, a Universidade de Cornell, o MMA e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.",
  "title": "Atlas lançado na COP15 mostra rotas de aves ameaçadas nas Américas"
}