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Com casa no Alphaville, filho e pai são investigados por muamba no camelódromo

Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] March 18, 2026
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Pai e filho, proprietários de boxes no Camelódromo, no Centro de Campo Grande, estão entre os alvos de mandados de prisão na Operação Iscariotes, deflagrada pela PF (Polícia Federal). O esquema contava com policiais cooptados para facilitar o contrabando, o descaminho e a lavagem de dinheiro. Conforme apuração da reportagem, a operação deflagrada esta manhã teve como alvo os boxes do comerciante Clenio Alisson Medeiros Tavares, de 46 anos e do filho dele, Brendon Alisson Medeiros Tavares, de 26 anos. Quatro foram lacrados e mercadorias retiradas do Camelódromo. Segundo dados do governo federal, Clenio Alisson mantém no Camelódromo a C.A.T Comércio e Acessórios Telecom Ltda, operando na venda de equipamentos e suprimentos de informática, com empresa constituída em 15 de abril de 2020 e capital social de R$ 150 mil.  Já o filho mantém BK Comércio de Eletrônicos Ltda no local, com nome fantasia "O Barateiro", sendo especializado em eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo, aberto em 13 de janeiro de 2021. O capital social também é de R$ 150 mil. Mais cedo, o presidente do Camelódromo, Narciso Soares dos Santos, havia confirmado que os boxes do "O Barateiro" estavam entre os alvos. Além dos boxes, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão na casa deles, em endereços na Rua Bom Sucesso, na Vila Marcos Roberto e na Rua Guapeva, no Alphaville 3, que tem conta de energia no nome de Brendon. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos empresários. Os respectivos telefones estão desligados. Outros dois alvos já identificados são os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa” e Edivaldo Quevedo da Fonseca. “Manga Rosa" já foi alvo de outras três operações nos últimos seis anos. A reportagem confirmou que três policiais rodoviários federais aposentados também são investigados por participação no esquema. Em nota, a assessoria da PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que os três não tem vínculo ativo com o órgão há mais de oito anos.  Ainda em nota, a assessoria informou que, "uma vez comprovadas as irregularidades, supostamente cometidas após aposentadoria, os investigados poderão responder criminalmente, nos termos da lei". Operação - Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa contava com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública, aposentados e da ativa. Eles atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo.  Após o ingresso irregular no país, os produtos eram distribuídos em Campo Grande e em outros estados, especialmente Minas Gerais, muitas vezes de maneira fracionada em meio a cargas lícitas. A PF informou que os investigados utilizavam veículos com compartimentos ocultos para transportar as mercadorias e também adotavam estratégias para esconder a origem do dinheiro obtido com as atividades ilegais, caracterizando lavagem de capitais. A operação é da Polícia Federal e Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul), com apoio da Receita Federal.

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