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"textContent": "Com elenco que reúne nomes conhecidos da televisão brasileira e uma equipe majoritariamente sul-mato-grossense, a comédia romântica “Não me Lembro” surge como uma das maiores apostas do Estado para disputar espaço no cinema nacional. O longa, gravado em Mato Grosso do Sul, conta com artistas como Cláudia Ohana, Nany People, Maria Clara Gueiros e Shirley Cruz no elenco e deve se tornar a maior produção cinematográfica já feita integralmente no Estado. Com cerca de duas horas de duração previstas, o filme está sendo dirigido pelo cineasta sul-mato-grossense Fábio Flecha e a produção envolve aproximadamente 100 profissionais diretamente. Para Flecha, o projeto representa um novo momento para o audiovisual regional. “É a maior produção que já fizemos até hoje e, possivelmente, uma das maiores feitas totalmente no Estado”, afirma. Apesar de começar a ser gravado apenas agora, o projeto tem uma longa história. O embrião do filme surgiu ainda em 2014, quando o ator e roteirista Bruno Mozer apresentou a ideia inicial. Segundo Flecha, a proposta partia de uma situação curiosa envolvendo perda de memória. Ideia que virou primeiro curta-metragem produzido em 2015. “Era um drama e teve boa circulação em festivais, principalmente fora do Brasil”, lembra o diretor. Com o tempo, a equipe percebeu que a história poderia ganhar novas camadas e ser transformada em um longa. O roteiro passou por diferentes versões ao longo dos anos, até chegar ao formato atual. O impulso definitivo veio em 2025, quando a produção foi contemplada em edital da Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. “Esse apoio permitiu desenvolver melhor o roteiro e fortalecer o projeto”, explica. O texto ainda recebeu consultoria do roteirista César Amorim, conhecido por comédias como Vai que Cola e Tapas e Beijos. “O trabalho dele foi revisar e sugerir melhorias na narrativa”, resume Flecha. Embora a produção tenha convidado artistas conhecidos nacionalmente, a base do filme é formada por profissionais de Mato Grosso do Sul. O protagonista Téo é interpretado por Bruno Mozer, que divide o elenco principal com Leandro Marques, Priscila Godóy e Espedito Di Montebranco. Para ampliar a visibilidade da produção, o longa também conta com participações de artistas experientes da comédia brasileira, como Jarbas Homem de Mello, além de Nany People e Maria Clara Gueiros. O elenco ainda inclui Cláudia Ohana e Shirley Cruz. Segundo o diretor, a presença desses nomes ajuda a dar alcance nacional ao projeto. “Eles trazem experiência e ajudam a projetar o filme para um público maior”, avalia. A história acompanha Teo, um arquiteto que vive um momento importante na carreira, mas enfrenta conflitos pessoais. Casado, ele também lida com a rejeição do pai, que não aceita sua orientação sexual. Tudo muda quando o personagem sofre um acidente de carro e perde cerca de dez anos da memória.“Ele volta a um período da vida em que ainda não tinha se assumido”, explica Flecha. A partir desse ponto, diferentes pessoas tentam influenciar as decisões do protagonista. O pai tenta moldá-lo ao modelo de vida que considera ideal, enquanto o marido luta para reconquistar o companheiro. Ao mesmo tempo, uma amiga próxima vê a situação como chance de revelar sentimentos antigos. Segundo o diretor, essa disputa emocional é o motor da comédia. “A confusão do filme nasce das pessoas tentando decidir quem ele deve ser”, antecipa. Apesar do tom leve, o longa aborda temas atuais, como preconceito, identidade e convivência entre diferentes estilos de vida. “Falamos de assuntos sérios, mas de maneira leve, sem ser um filme panfletário”, afirma. As gravações acontecem ao longo de cinco semanas e reúnem uma grande estrutura de produção. Em alguns dias, o set chega a concentrar dezenas de pessoas trabalhando simultaneamente.“É um processo intenso, com equipe técnica, atores e figurantes trabalhando juntos”, comenta Flecha. Após o término das gravações, previsto para o início de abril, a equipe iniciará o processo de edição do material. A primeira etapa será preparar uma versão de apresentação do projeto. A ideia é levar o filme para o mercado internacional de audiovisual realizado durante o Festival de Cannes, na França, onde produtores buscam distribuidores e parceiros comerciais. Depois de finalizado, o longa deve circular por festivais de cinema no Brasil e no exterior antes da estreia comercial. A previsão inicial é que “Não me Lembro” chegue às salas de cinema em 2027. “Queremos mostrar que o Estado tem profissionais capazes de realizar cinema em grande escala”, conclui. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .",
"title": "Ícones da TV vêm a MS e filme quer explodir nos cinemas do país"
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