Crise climática está por trás do calor sufocante da Copa do Mundo, dizem cientistas
Um só Planeta [Unofficial]
July 3, 2026
As mudanças climáticas, associadas principalmente à queima massiva de combustíveis fósseis, são as responsáveis pelas condições para os níveis extremos de calor e umidade que afetam algumas partidas da Copa do Mundo, que acontece nos Estados Unidos, México e no Canadá, afirmou nesta sexta-feira (3) o grupo de cientistas climáticos World Weather Attribution. E as altas temperaturas prometem atrapalhar as partidas deste sábado (4) e domingo (5). A situação pior deve ocorrer na Fidadélfia, onde está marcado o jogo entre França e Paraguai, no sábado, que pode ser o mais quente da Copa do Mundo até o momento, segundo as previsões. O jogo está marcado para começar às 17h (horário da costa leste dos EUA) com temperaturas que ultrapassam as recomendações da FIFPRO para a prática segura do esporte, enquanto uma cúpula de calor se instala sobre vastas áreas dos EUA e partes do Canadá. Pessoas caminham perto do Monumento a Washington, que foi fechado devido a uma onda de calor, em 2 de julho de 2026, em Washington, D.C, nos EUA Getty Images Segundo Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, as temperaturas podem variar de 35°C a 40°C e, combinadas à alta umidade, podem elevar a sensação térmica no final de semana para entre 38°C e 46°C em cidades do Meio-Oeste, do Vale do Mississippi e da costa leste. Nesta sexta-feira (3), a previsão indica máximas de 33°C em Miami, onde jogam Argentina e Cabo Verde; 38°C em Dallas, sede de Austrália x Egito; e 34°C em Kansas City, onde se enfrentam Colômbia e Gana. Previsão do tempo com altas temperaturas nos Estados Unidos para os próximos dias NOAA As condições ameaçam sobrecarregar as redes elétricas e afetar também as celebrações ao ar livre do 250º aniversário dos Estados Unidos, durante o movimentado fim de semana do feriado de 4 de Julho, dia da Independência dos EUA. "Quando uma celebração histórica de 4 de Julho é interrompida e partidas da Copa do Mundo são disputadas em condições inseguras para jogadores e torcedores, não deveria ser necessário outro estudo científico para despertar as pessoas", afirmou em um comunicado Friederike Otto, professora de Ciência Climática do Centro de Política Ambiental do Imperial College London, reporta a Reuters. As temperaturas elevadas e a umidade sufocante tornaram-se um dos principais assuntos do torneio, um ano depois de a FIFPRO — o sindicato mundial dos jogadores — ter feito um alerta sobre o calor perigoso no Mundial de Clubes, realizado também nos Estados Unidos. A FIFPRO elogiou a FIFA em dezembro por seus esforços em "alinhar o planejamento do calendário da competição e a escolha das sedes às preocupações com a saúde dos jogadores" na Copa do Mundo, mas ressaltou que ainda havia algumas partidas que apresentavam riscos. "A lição para todos no setor é que, com o aquecimento do planeta, as condições de calor desempenharão um papel maior nas decisões sobre o calendário de torneios e ligas no futuro", afirmou a FIFPRO. Initial plugin text Para este final de semana, o Serviço Nacional de Meteorologia classificou o risco à saúde como "alto" a "extremo" — os dois níveis mais altos de uma escala de quatro graus — em uma faixa que vai de Chicago e Kansas City até Boston, passando por Washington, Nova York e Filadélfia. Nas madrugadas, quando os termômetros deveriam baixar para dar um alívio, as temperaturas mínimas devem ficar entre 21°C e 27°C durante a madrugada, o que torna o desgaste do corpo ainda maior nas chamadas "noites tropicais". Mais Lidas
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