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  "publishedAt": "2026-07-02T15:42:46.000Z",
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  "textContent": "\nO Banco Mundial decidiu abandonar sua principal meta de financiamento climático, mas manterá em vigor seu plano de ação voltado ao enfrentamento das mudanças climáticas. A decisão foi anunciada nesta semana, após negociações entre os países acionistas da instituição, e ocorre em meio à pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na prática, o banco deixará de adotar o compromisso de destinar 45% de seu financiamento anual a projetos com benefícios climáticos — objetivo que já havia sido atingido. Ao mesmo tempo, renovou o Plano de Ação para Mudanças Climáticas (Climate Change Action Plan – CCAP), criado em 2021 para orientar sua estratégia de financiamento climático. Para especialistas, a manutenção do plano reduz o risco de uma mudança brusca na atuação da instituição e deve garantir a continuidade do apoio a iniciativas de energia limpa e adaptação climática em países em desenvolvimento. Em entrevista ao Climate Home News, Danny Scull, assessor sênior de políticas públicas do centro de estudos E3G, afirmou que o desfecho foi menos negativo do que se temia. Segundo ele, embora o resultado esteja longe do cenário mais ambicioso defendido por organizações da sociedade civil, a decisão indica que o banco não deve abandonar sua trajetória de apoio à agenda climática. \"Eu gostaria de ter visto o resultado mais ambicioso possível, mas agora é muito menos provável que vejamos um cenário em que o banco, de repente, reverta sua trajetória atual e passe a fazer menos pelo clima\", disse Scull. O Plano de Ação para Mudanças Climáticas (CCAP) foi lançado em 2021 em resposta às críticas de que o Banco Mundial fazia pouco para apoiar a redução das emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a resiliência dos países mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Desde então, o plano passou a orientar a incorporação do risco climático nos investimentos da instituição e ampliou o financiamento para projetos de adaptação e mitigação. A retirada da meta de 45%, porém, é vista como um recuo simbólico na prestação de contas da instituição. Embora o Banco Mundial já tivesse alcançado esse percentual, o indicador funcionava como um compromisso público para direcionar parte significativa de seus recursos a projetos com benefícios climáticos. Ainda assim, a decisão de manter o plano de ação foi interpretada por analistas como um sinal de continuidade da estratégia climática do banco, em um momento de crescente pressão política sobre organismos multilaterais e sobre o financiamento internacional para a transição energética e a adaptação às mudanças do clima. Em nota, o World Resources Institute (WRI), afirmou que a retirada da meta representa um enfraquecimento da estrutura de financiamento climático do Banco Mundial, embora a manutenção do Plano de Ação para Mudanças Climáticas preserve uma base importante para o apoio aos países em desenvolvimento. Segundo o WRI, desde a adoção do plano, os recursos do Banco Mundial têm contribuído para ampliar o acesso à energia limpa e à água, fortalecer sistemas alimentares e cidades mais resilientes e criar oportunidades de empregos verdes. São investimentos que contribuem para a redução da pobreza ao mesmo tempo em que impulsionam um crescimento econômico mais resiliente e de baixo carbono e, portanto, são primordiais. A organização também criticou a decisão de eliminar a meta de destinar 45% dos investimentos a ações de mitigação e adaptação climática. De acordo com o WRI, foi \"lamentável que um pequeno número de acionistas tenha conseguido enfraquecer essa estrutura ao eliminar sua meta\". A entidade defendeu ainda que a revisão prevista para o Plano de Ação para Mudanças Climáticas resulte em um fortalecimento da estratégia, e não em novos retrocessos, para ampliar as oportunidades de participação dos países \"em uma das mais importantes transições econômicas do nosso tempo\". Mais Lidas",
  "title": "Banco Mundial abandona meta de financiamento climático, mas mantém plano de ação para o clima"
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