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"textContent": "\nAs temperaturas da superfície do oceano atingiram no mês passado o maior nível já registrado para esse período, de 20,86°C, informou nesta quarta-feira (1º) o Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas. Segundo o orgão, em 21 de junho, as temperaturas fora das regiões polares superaram os níveis extraordinariamente elevados observados no mês, em 2023 e 2024, de 20,83°C. O Copernicus alerta que esse novo pico provavelmente traria \"consequências para os padrões meteorológicos, o clima global e os ecossistemas marinhos\", sobretudo por coincidir com as fases iniciais de um evento El Niño previsto para ser o mais intenso em décadas. Initial plugin text O fenômeno foi anunciado pela Organização Meteorológica Mundial em 2 de junho e declarado ativo pela agência meteorológica dos Estados Unidos, a NOAA, pouco depois, no dia 11. Embora o foco das medições geralmente recaia sobre as temperaturas em terra firme, os oceanos oferecem um panorama mais completo de como o clima está sendo levado ao desequilíbrio pelo agravamento do aquecimento global. Saiba mais Marinez Scherer, enviada Especial para o Oceano da COP30 e colunista de Um Só Planeta, lembra que Oceano é o principal regulador climático do planeta e, como os dados científicos têm mostrado, não há mais tempo e motivos para que ações concretas sejam postergadas. \"Ainda mais quando já temos diversas delas mapeadas e com eficiência comprovada –o Pacote Azul, lançado na COP30 com dezenas delas é um exemplo rico de possibilidades que já temos\", afirma. Scherer nos lembra ainda que, muitas das ações necessárias não vão adiante porque falta vontade política de importantes tomadores de decisão, que vão desde governos a empresas, para que algo seja feito de concreto pelo Oceano. Mesmo com dados econômicos relevantes mostrando que, sem os ambientes marinhos, há muito se perder. O que acontece nos oceanos tem enormes implicações para os padrões climáticos globais. Oceanos mais quentes mantêm o ar mais aquecido, alimentando ondas de calor, intensificando tempestades e tornando-as mais violentas. O aquecimento dos oceanos também leva ao branqueamento em massa de recifes de coral, à morte de outras formas de vida marinha e a uma maior elevação do nível do mar. Para Carlo Buontempo, diretor do programa Copernicus no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, o recorde de junho pode indicar o início de uma nova fase, levando, mais uma vez, a um território desconhecido: “Com as temperaturas dos oceanos nesses níveis e o El Niño no horizonte, é provável que vejamos mais recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses.” Mais Lidas",
"title": "Temperatura da superfície do oceano bate recorde para mês de junho, afirma Copernicus"
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