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"publishedAt": "2026-07-01T17:14:15.000Z",
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"textContent": "\nO Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (30) a expansão da Força Nacional do SUS (FNSUS) como parte da estratégia para reforçar a resposta aos impactos do El Niño e de outros eventos climáticos extremos. O plano prevê a criação de oito novas bases regionais, que permitirão às equipes chegar a áreas afetadas em até 12 horas e iniciar ações compatíveis com a gravidade do desastre em até 72 horas. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a descentralização da estrutura amplia significativamente a capacidade de resposta do sistema público. \"O Ministério da Saúde deixou claro, inclusive na COP30, que considera a crise climática, antes de mais nada, uma crise de saúde pública. Com as bases descentralizadas, aumentamos em 20 vezes a capacidade de pronta resposta em até 12 horas, com profissionais capacitados, equipamentos e estruturas mais próximas dos territórios\", afirmou. As novas bases serão implantadas até 2027 em Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e em outras unidades distribuídas pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A estrutura contará com Equipes de Resposta Rápida equipadas com viaturas, comunicação via satélite, drones e equipamentos de reconhecimento para atuação em áreas de difícil acesso. Além da expansão da Força Nacional do SUS, o governo anunciou a criação dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), que serão instalados em Belo Horizonte, Belém, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Santarém e no estado da Bahia. Os centros reunirão especialistas em epidemiologia, meteorologia, geografia e ciência de dados para integrar informações climáticas, ambientais e de saúde, emitir alertas precoces e apoiar gestores públicos na tomada de decisões. O investimento será de R$ 9 milhões. Outra medida é o lançamento do Painel Nacional de Monitoramento e Previsão de Excesso de Calor e Equidade em Saúde, ferramenta que disponibiliza previsões diárias para os 5.570 municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência. O sistema cruza dados meteorológicos e indicadores socioeconômicos para identificar populações mais vulneráveis ao calor extremo e orientar ações preventivas. As iniciativas fazem parte do AdaptaSUS, plano nacional apresentado pelo governo durante a COP30 para adaptar o sistema de saúde às mudanças climáticas. O programa reúne 27 metas e 93 ações previstas até 2035, com investimentos estimados em R$ 9,8 bilhões em adaptação da infraestrutura do setor. Também foi anunciada a seleção de 197 projetos do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), voltados ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. Com investimento de R$ 266 milhões e 12,6 mil bolsas, esta será a maior edição da história do programa. Desse total, 39 projetos serão desenvolvidos na Amazônia Legal. Cenário para 2026 e 2027 De acordo com o Ministério da Saúde, as projeções para o período de 2026-2027 apontam para um cenário de maior risco de eventos climáticos extremos associados ao El Niño. Entre os principais impactos previstos estão seca prolongada e aumento do risco de incêndios na Amazônia Legal, estiagens severas no semiárido nordestino, estresse térmico e queimadas no Cerrado e no Pantanal, ondas de calor no Sudeste e chuvas intensas com possibilidade de inundações e deslizamentos na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Diante desse cenário, o ministério recomenda atenção redobrada durante períodos de calor extremo, principalmente para idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e pessoas em situação de rua. Entre as orientações estão reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h e utilizar proteção solar. Mais Lidas",
"title": "El Niño: Brasil amplia força de resposta do SUS para enfrentar impactos de eventos climáticos extremos"
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