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Mais de mil pessoas morreram em onda de calor na França até o momento

Um só Planeta [Unofficial] June 29, 2026
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As temperaturas mal começaram a cair na maior parte da França após 10 dias de calor excepcionalmente intenso, e já chegou o momento de contabilizar as mortes, mesmo com o sistema de saúde ainda sob forte pressão durante o último fim de semana. No domingo, a agência de saúde pública Santé Publique France divulgou um primeiro balanço, estimando cerca de 1.000 mortes adicionais, com base na comparação entre o número de óbitos diários desde 24 de junho e os registros de meses anteriores, informou o Le Monde. É esperado que os números aumentem, à medida que cheguem mais atestados de óbito de pessoas que faleceram em casa e em instituições de longa permanência para idosos, locais onde a maioria dos óbitos ainda não é registrada eletronicamente. Embora a mortalidade tenha afetado todas as faixas etárias, 85% das mortes ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais. A estimativa divulgada permaneceu provisória e não "exaustiva". Ela baseou-se exclusivamente em atestados de óbito eletrônicos recebidos até o momento e não levou em conta a defasagem temporal entre o início da onda de calor e suas consequências mais graves para a saúde. Saiba mais Profissionais do setor funerário relataram à agência France Press que os necrotérios de Paris rapidamente ficaram sem espaço de armazenamento. A prefeitura informou que duas unidades de temporárias, com capacidade para 20 corpos cada, foram instaladas para atender aos necrotérios municipais, e que os hospitais da cidade disponibilizaram outras 50 vagas adicionais. Para abrir mais espaço, um diretor disse ter solicitado às autoridades permissão para instalar temporariamente contêineres refrigerados do lado de fora de sua funerária — localizada ao lado do aeroporto de Orly, em Paris —, mas ainda aguarda o sinal verde. “As famílias estão sofrendo”, disse ele. “Não temos solução para oferecer a elas, porque as funerárias estão lotadas. Por isso, estamos profundamente sensibilizados e temos empatia por elas, mas não há nada que possamos oferecer. Estamos realmente enfrentando um problema, um grande problema”. Mais Lidas

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