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  "textContent": "\nO CDP, organização global sem fins lucrativos que administra o único sistema independente de divulgação ambiental do mundo, anunciou uma parceria estratégica com a DEEP ESG, plataforma brasileira de gestão de sustentabilidade e inventários de emissões de gases de efeito estufa. Com o acordo, divulgado nesta segunda-feira (29), a DEEP ESG passa a integrar a rede de Accredited Solutions Providers (ASP) do CDP na América Latina. A parceria tem como foco ampliar o acesso de pequenas e médias empresas (PMEs) a boas práticas de gestão e divulgação de informações ambientais, diante da pressão crescente de investidores e cadeias de suprimentos por dados confiáveis sobre clima, recursos hídricos, florestas e impactos ambientais. Segundo as empresas, as PMEs representam cerca de 97% do tecido empresarial brasileiro, mas costumam enfrentar barreiras técnicas e financeiras para estruturar processos de gestão e reporte ESG. A proposta da parceria é combinar a metodologia e o reconhecimento global do CDP com a tecnologia e a experiência da DEEP ESG no segmento, tornando essa jornada mais acessível, simples e escalável. Carla Leal, diretora de Mercado do CDP para a América Latina, reforça que a transparência ambiental deixou de ser uma agenda restrita às grandes corporações e cada vez mais, empresas de todos os portes precisam compreender a interrelação entre o seu negócio e o meio ambiente, tanto em termos estratégicos como operacionais. \"Medir e gerenciar seus impactos tornou-se fundamental para atender às expectativas de clientes, investidores e demais stakeholders”, afirma . “A parceria com a DEEP ESG amplia nossa capacidade de apoiar pequenas e médias empresas nessa jornada, oferecendo um caminho mais acessível para a divulgação de dados ambientais e para o fortalecimento da gestão da sustentabilidade nas cadeias de valor”, acrescenta. Pelos termos do acordo, a DEEP ESG passará a apoiar empresas na elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa, na estruturação de informações ambientais e na preparação para os processos de divulgação por meio do CDP, com base nas metodologias e orientações reconhecidas globalmente pela organização. “Escolhemos o CDP como o nosso ‘farol’ para orientar a jornada de sustentabilidade das empresas atendidas pela DEEP ESG, em especial as PMEs. Nossa missão é simplificar um processo que muitas vezes parece complexo, permitindo que as pequenas e médias empresas avancem em maturidade ESG com mais rapidez e menor custo”, diz Arthur Covatti, CEO da DEEP ESG. A iniciativa também reforça os programas de engajamento de fornecedores que o CDP conduz junto a grandes organizações, dando a empresas de menor porte acesso a conhecimento, ferramentas e suporte para atender às exigências de transparência ambiental impostas pelas cadeias produtivas. O momento é considerado oportuno diante da atualização do questionário do CDP voltado a PMEs, que passa a incluir novas métricas sobre florestas e segurança hídrica, além do lançamento, inédito para esse público, da pontuação A. As companhias também associam a parceria ao avanço de marcos regulatórios como o mercado regulado de carbono, o CBAM (mecanismo europeu de ajuste de carbono na fronteira) e a CSRD (diretiva europeia de relato de sustentabilidade). Segundo o CDP e a DEEP ESG, o amadurecimento dessas regras e a pressão de grandes compradores e investidores devem levar milhares de empresas brasileiras — entre elas, fornecedoras de cadeias globais — a desenvolver inventários mais robustos de emissões e aprimorar seus reportes nos próximos anos. Além da integração das soluções das duas organizações, o acordo prevê ações conjuntas de capacitação, comunicação e geração de conhecimento para disseminar boas práticas de sustentabilidade em diferentes setores da economia. Com a parceria, CDP e DEEP ESG dizem esperar contribuir para que mais empresas incorporem a gestão ambiental à estratégia de negócios, fortalecendo a resiliência das cadeias de valor e a transição para uma economia de baixo carbono. Os números do CDP O CDP afirma ter ajudado mais de 22,1 mil empresas e mais de mil cidades, estados e regiões a divulgar seus impactos ambientais em 2025. Segundo a organização, instituições financeiras com mais de um quarto dos ativos institucionais do mundo utilizam seus dados para orientar decisões de investimento e crédito. O CDP adota a norma climática do ISSB, a IFRS S2, como padrão de referência fundamental. Em junho de 2026, o CDP anunciou que passará a operar como duas organizações separadas: uma entidade comercial, que manterá o nome CDP, e uma fundação sem fins lucrativos, a CDP Foundation. A transição deve ocorrer ao longo de seis meses. Mais Lidas",
  "title": "CDP e DEEP ESG firmam parceria para ampliar acesso de PMEs à divulgação de dados ambientais"
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