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Recorde atrás de recorde: França registra dia mais quente da história....de novo

Um só Planeta [Unofficial] June 24, 2026
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Nesta quarta-feira (24), a Europa Ocidental enfrenta mais um dia de uma onda de calor que causou dezenas de mortes, interrompeu o fornecimento de energia e levou ao fechamento de escolas e pontos turísticos, enquanto meteorologistas alertavam que as temperaturas extremas poderiam persistir até o fim da semana. No Reino Unido, foi registrada a temperatura mais alta para o mês de junho até hoje, com os termômetros atingindo 36,1ºC em Gosport, Hampshire, segundo dados provisórios do Met Office do Reino Unido. Mais cedo, à tarde, foram registrados 35,8°C em Wiggonholt, West Sussex. Um evento da London Climate Action Week dedicado a discutir como cidades e governos podem se adaptar às ondas de calor, que seria realizado na London School of Economics, foi suspenso porque o prédio, como muitos na capital britânica, não possui sistema de refrigeração. A cidade está sob alerta vermelho de calor, com previsão de temperaturas entre 37°C e 40°C. Os impactos da crise climática já desafiam até mesmo os espaços criados para debatê-la. "A ironia da história revela algo muito maior. O Reino Unido foi construído para um clima que já não existe", escreveu a especialista em economia verde e colunista de Um Só Planeta, Patrícia Ellen, que acompanha a semana do clima em Londres. Homem usa um mini-ventilador portátil para se refrescar durante onda de calor em Londres. Chris J. Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images A Espanha continental também registrou, para junho, suas temperaturas médias diárias mais altas desde pelo menos 1950, com os termômetros ultrapassando os 39°C em Bilbao nesta quarta. Segundo a agência meteorológica nacional espanhola, a temperatura média diária foi de 28,08°C na segunda-feira e 28,17°C na terça-feira — os valores mais altos já registrados para o mês de junho. A França registrou novamente o dia mais quente de sua história, com a temperatura superando ligeiramente o recorde estabelecido no dia anterior, informa o The Guardian. O serviço meteorológico nacional, Météo-France, informou que o índice nacional de calor do país — uma média das máximas diurnas e noturnas registradas em 30 estações meteorológicas em todo o território francês — atingiu um novo recorde de 30°C, o mais recente de uma série de temperaturas máximas sem precedentes. Na véspera, o indicador térmico nacional chegou a 29,8°C, segundo dados preliminares da Météo-France. Com a previsão da Météo-France de que o calor extremo persistiria durante o fim de semana em grande parte do país, as autoridades reprogramaram exames de fim de ano letivo e reduziram o horário de visitação na Torre Eiffel e no Louvre. Em toda a Europa, mais de 350 milhões de pessoas — quase dois terços da população — foram expostas a temperaturas superiores a 30°C, segundo a AFP. Homem sua sob calor intenso enquanto turistas usam guarda-chuva para se proteger do sol na região do Trocadéro, em frente à Torre Eiffel, durante onda de calor na França, em junho de 2026. Jerome Gilles/NurPhoto via Getty Images A Organização Meteorológica Mundial afirmou nesta quarta-feira (24) que a onda de calor que assola a Europa atualmente deve seguir por cerca de duas semanas. A previsão é que o quadro se estenda por grandes áreas da Europa Ocidental, Central e Meridional na próxima quinzena, segundo um dos centros regionais de monitoramento climático da OMM para a Europa, liderado pelo serviço meteorológico nacional da Alemanha, o Deutsche Wetterdienst (DWD). De acordo com as previsões atuais, é provável que o foco do calor se desloque mais para a região dos Bálcãs, informou o órgão. O comunicado indicou um risco elevado de estresse térmico e incêndios florestais, bem como a ocorrência de tempestades localmente fortes acompanhadas de granizo. “A exposição prolongada ao longo de vários dias — especialmente quando as temperaturas permanecem elevadas durante a noite — faz com que o corpo inicie cada novo dia já sob estresse. Idosos, crianças pequenas, gestantes, trabalhadores que atuam ao ar livre, pessoas em situação de rua e indivíduos com doenças crônicas estão entre os grupos de maior risco; no entanto, o estresse térmico pode afetar qualquer pessoa quando as temperaturas atingem níveis extremos por um período prolongado”, afirmou Lachlan McIver, consultor de saúde do Escritório Conjunto de Clima e Saúde da OMS e da OMM, em comunicado oficial. Mais Lidas

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