{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreigx7oo6ggyntazoj2gggodr2bo6watk344ch2u5vi3omfpdahp6ti",
    "uri": "at://did:plc:vsctb4wfj3vrjth7evwvyzcv/app.bsky.feed.post/3movyjco7s7a2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreieo73phe6it5lusxuk3xm3fydgyicbprj277tmx3t5327lsonl2km"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 3123877
  },
  "path": "/financas/noticia/2026/06/22/multinacionais-se-unem-para-lancar-fundo-de-euro-150-milhoes-para-financiar-restauracao-de-ecossistemas.ghtml",
  "publishedAt": "2026-06-22T16:00:05.000Z",
  "site": "https://umsoplaneta.globo.com",
  "tags": [
    "umsoplaneta"
  ],
  "textContent": "\nEmpresas como Danone, Mars, Hermès, SAP e Schneider Electric estão entre os apoiadores de um novo fundo internacional voltado ao financiamento de soluções climáticas baseadas na natureza. Lançado pela plataforma francesa Livelihoods, o Livelihoods Carbon Fund 4 (LCF4) pretende captar € 150 milhões para investir em projetos de restauração ambiental e desenvolvimento comunitário em diferentes regiões do mundo. Segundo a organização, o fundo já levantou € 124 milhões em uma primeira rodada de captação e tem como meta evitar ou remover entre 7 milhões e 10 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) ao longo dos próximos 25 anos. A expectativa é que as iniciativas apoiadas também contribuam para melhorar as condições de vida de cerca de 500 mil pessoas. Criada em 2011, a Livelihoods nasceu a partir da abertura do fundo de conservação ambiental da Danone para outros investidores. Hoje, a plataforma reúne cerca de 20 empresas interessadas em financiar projetos com benefícios climáticos e sociais de longo prazo. Os recursos do novo fundo serão direcionados para iniciativas lideradas por comunidades locais em áreas como agroflorestas, restauração de manguezais, agricultura regenerativa e acesso à energia em regiões rurais. Os projetos serão desenvolvidos em parceria com organizações da sociedade civil e atores locais, em um modelo que prevê financiamento antecipado e compartilhamento de riscos. A proposta surge em um momento em que cresce a pressão sobre empresas para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Segundo a Livelihoods, embora a descarbonização das operações e cadeias de valor continue sendo prioridade, parte das emissões corporativas ainda é difícil de eliminar no curto prazo. Nesse contexto, o fundo busca apoiar ações voltadas à recuperação de ecossistemas e ao fortalecimento da resiliência climática em territórios vulneráveis. Desde sua criação, a plataforma afirma ter financiado 47 projetos em larga escala na África, Ásia, Europa e América Latina. De acordo com a organização, essas iniciativas contribuíram para evitar ou remover 5,4 milhões de toneladas de CO₂, além de promover o plantio de 160 milhões de árvores e beneficiar aproximadamente 2,4 milhões de pessoas. O novo fundo deverá concentrar investimentos na recuperação de ativos naturais considerados estratégicos para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas, como florestas, manguezais e solos agrícolas. Para Eric Soubeiran, diretor-presidente da Livelihoods, o setor privado tem um papel importante tanto na redução das emissões quanto na conservação dos ecossistemas. “As empresas têm hoje uma responsabilidade clara: reduzir suas emissões o mais rapidamente possível e, ao mesmo tempo, contribuir para a proteção dos ecossistemas dos quais depende nosso futuro coletivo. Com o LCF4, estamos mobilizando capital privado para apoiar projetos que oferecem soluções confiáveis e mensuráveis, capazes de gerar impacto real no território. Em um mundo que busca soluções, a natureza continua sendo a tecnologia mais poderosa.” Mais Lidas",
  "title": "Multinacionais se unem para lançar fundo de € 150 milhões para financiar restauração de ecossistemas"
}