{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreig52i5fk3bjl2wfp7kbihujgmj7qbgufcjlxy6l3q42ejxz24aek4",
"uri": "at://did:plc:vsctb4wfj3vrjth7evwvyzcv/app.bsky.feed.post/3movyiuiy6di2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreigr4dmzq7yiqvlspp4j2ftpeucnwt5j7cmc43eshu252ptnmu3zx4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 834190
},
"path": "/biodiversidade/noticia/2026/06/22/rei-dos-dinossauros-pode-ter-demorado-muito-mais-para-crescer-do-que-se-imaginava.ghtml",
"publishedAt": "2026-06-22T18:48:28.000Z",
"site": "https://umsoplaneta.globo.com",
"tags": [
"umsoplaneta"
],
"textContent": "\nO Tyrannosaurus rex (T.Rex), um dos dinossauros mais icônicos da história, pode ter levado cerca de 40 anos para atingir seu tamanho máximo, segundo um novo estudo publicado na revista científica PeerJ e noticiado pelo site Science Daily. A descoberta sugere que o predador crescia de forma mais lenta e prolongada do que se acreditava até então. A pesquisa analisou 17 fósseis de tiranossauros em diferentes estágios de desenvolvimento e concluiu que o animal provavelmente alcançava sua massa adulta, estimada em cerca de oito toneladas, apenas por volta dos 40 anos de idade. Estimativas anteriores indicavam maturidade em torno dos 25 anos. Os autores afirmam que o trabalho representa a reconstrução mais detalhada já feita sobre o crescimento do T.Rex ao longo da vida. Assim como árvores, os ossos fossilizados podem registrar “anéis de crescimento”, que ajudam cientistas a estimar a idade dos dinossauros e compreender sua taxa de desenvolvimento. No estudo, os pesquisadores utilizaram técnicas de imagem mais avançadas para identificar marcas de crescimento que nem sempre são visíveis em análises tradicionais. Esses dados foram combinados com modelos estatísticos que reuniram informações de diferentes indivíduos. Segundo os autores, essa abordagem permitiu reconstruir uma trajetória de crescimento mais completa do T. Rex, indicando que a fase de desenvolvimento do animal durava cerca de 15 anos a mais do que se pensava. Crescimento prolongado e impacto ecológico De acordo com os pesquisadores, o crescimento mais lento pode ter influenciado o modo como jovens tiranossauros ocupavam diferentes funções ecológicas no ecossistema ao longo da vida, segundo o coautor Jack Horner, da Universidade Chapman. A hipótese sugere que essa flexibilidade poderia ter contribuído para o sucesso do grupo como predadores de topo no final do período Cretáceo, que terminou há cerca de 66 milhões de anos. O estudo também reforça uma discussão já existente na paleontologia: nem todos os fósseis atribuídos ao T.Rex pertenceriam, de fato, à mesma espécie. Alguns pesquisadores defendem que parte dos exemplares menores pode representar um gênero separado, chamado Nanotyrannus, e não apenas indivíduos jovens de T.Rex. Na nova análise, dois fósseis conhecidos, apelidados de “Jane” e “Petey”, apresentaram padrões de crescimento diferentes dos demais, o que levanta a possibilidade de que possam pertencer a outra espécie ou linhagem. Os autores, no entanto, destacam que os dados ainda não são suficientes para uma conclusão definitiva. Mais de um século após sua descoberta, o T. rex continua sendo objeto de novas interpretações científicas. O estudo reforça a ideia de que sua biologia pode ter sido mais complexa do que se imaginava, com um desenvolvimento mais lento e uma possível diversidade maior dentro do grupo. A pesquisa abre caminho para novas investigações sobre como esses animais cresceram, viveram e se diversificaram nos ecossistemas do período Cretáceo. Além das descobertas sobre o crescimento, o estudo identificou anéis de desenvolvimento que antes passavam despercebidos em análises convencionais. Segundo os pesquisadores, o uso de técnicas de iluminação mais sofisticadas pode revelar detalhes importantes sobre a biologia de dinossauros e até levar à revisão de métodos utilizados em estudos paleontológicos. Mais Lidas",
"title": "Rei dos dinossauros pode ter demorado muito mais para crescer do que se imaginava"
}