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"textContent": "\nO Reino Unido concluiu sua doação de 80 milhões de libras, cerca de R$ 500 milhões, ao Fundo Amazônia e passou a ocupar a posição de segundo maior doador do mecanismo, atrás apenas da Noruega. O segundo e último desembolso, de 40,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 270 milhões), foi anunciado na quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, durante evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello. O contrato de doação britânico foi assinado em 2023, durante a COP28, em Dubai. O primeiro desembolso, de 39,26 milhões de libras (R$ 283,9 milhões), ocorreu em novembro de 2024. Além desse aporte, o Reino Unido anunciou em 2023 uma contribuição adicional de 35 milhões de libras, equivalente à época a cerca de R$ 115 milhões. Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, o ingresso dos recursos confirma a confiança internacional na governança do Fundo. \"A doação do Reino Unido é um reconhecimento da liderança do presidente Lula na agenda climática e da retomada da política ambiental brasileira. O Fundo Amazônia voltou a funcionar, ampliou fortemente seu ritmo e se consolidou como o maior instrumento financeiro de pagamento por redução de desmatamento florestal do mundo\", afirmou. Aprovações quadruplicaram desde a retomada O anúncio britânico antecedeu a divulgação do balanço dos 18 anos do Fundo Amazônia, apresentado na quinta-feira (11) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo BNDES na abertura da 36ª Reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), na sede da ApexBrasil, em Brasília. Os números mostram que o ritmo anual de aprovação de projetos quadruplicou desde a retomada da governança do mecanismo, em 2023. A média saltou de cerca de R$ 300 milhões ao ano entre 2009 e 2018 para R$ 1,3 bilhão no ciclo recente. Em quantidade de operações, a média passou de dez para 15 projetos aprovados por ano, alta de 50%. O período de 2023 a 2026 responde por 57% de todas as aprovações e contratações da história do Fundo. Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia soma hoje R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados. As iniciativas já beneficiam mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas. Os desembolsos também aceleraram: entre 2023 e 2025, a média anual chegou a R$ 224 milhões, acima dos R$ 206 milhões registrados entre 2010 e 2018. \"As doações ao Fundo Amazônia são pagamentos por resultados já alcançados pelo Brasil na redução de emissões de CO2 por desmatamento. É um ciclo virtuoso: o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais por esse resultado e reinveste em ações que protegem a floresta, fortalecem povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais\", disse Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES. A retomada do Fundo também ampliou a base internacional de apoio. Até 2018, o mecanismo contava com apenas dois doadores, a Noruega e Alemanha. Desde 2023, sete novos parceiros aderiram, incluindo Reino Unido, Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão, elevando o total a nove doadores internacionais. A Petrobras também é doadora, tendo destinado à iniciativa cerca de R$ 2,4 bilhões em novos acordos e anúncios desde de 2023, sendo R$ 2 bilhões já contratados e R$ 600 milhões a contratar. No evento no Planalto, Lula destacou o volume de medidas ambientais assinadas na ocasião, que incluiu também o lançamento dos editais Recaatingar e Sanear Indígena e o avanço de operações com recursos do Fundo Clima. \"Duvido que houve um dia na história do Brasil em que se assinou tanta coisa na questão ambiental nesse país como fizemos hoje. O BNDES parece agora um banco só de desenvolvimento de reserva florestal de tanto dinheiro liberado\", afirmou o presidente. Onde estão os recursos A carteira atual do Fundo está organizada em eixos estratégicos. Em restauração florestal, o programa Restaura Amazônia destinou R$ 450 milhões a 12 chamadas públicas, com 45 projetos selecionados nas nove já concluídas, alcançando 26 Terras Indígenas, 80 assentamentos e oito Unidades de Conservação. Nas atividades produtivas sustentáveis, são R$ 1,1 bilhão em projetos de inclusão social e produtiva de pequenos agricultores, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, beneficiando mais de 90 mil famílias nos nove estados da Amazônia Legal. A prevenção e o combate a incêndios florestais somam R$ 521 milhões, abrangendo 14 estados e três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal). Desse total, R$ 371 milhões fortalecem os Corpos de Bombeiros da Amazônia Legal e R$ 150 milhões financiam o manejo integrado do fogo no Cerrado e no Pantanal. Em fiscalização e monitoramento, o Ibama recebeu R$ 826 milhões para ampliar a capacidade de detecção e responsabilização por infrações ambientais, com helicópteros, drones, inteligência artificial e novos sistemas. Outros R$ 319 milhões financiam o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS). Já a regularização fundiária e ambiental reúne R$ 433 milhões em quatro projetos, com mais de 10 milhões de hectares georreferenciados e mais de 40 mil famílias beneficiadas. A agenda indígena soma R$ 386 milhões, com 13 projetos e apoio a 167 Terras Indígenas, enquanto o programa Naturezas Quilombolas destina R$ 33 milhões não reembolsáveis a 40 territórios quilombolas da região amazônica. O balanço integra a programação \"Fundo Amazônia 18 Anos: Resultados que Transformam\", realizada nos dias 11 e 12 de junho, em Brasília, com apoio da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável.",
"title": "Fundo Amazônia: ritmo de aprovação de projetos quadruplicou desde 2023 e Reino Unido se torna o 2º maior doador"
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