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  "textContent": "\nSetores como aço, cimento, mineração e indústria química sempre foram considerados alguns dos mais difíceis de descarbonizar. Intensivos em energia, com infraestrutura pesada e cadeias produtivas complexas, essas indústrias historicamente estiveram entre as maiores emissoras de gases de efeito estufa. A indústria brasileira tem papel fundamental no processo de descarbonização da economia. O setor responde por mais de 25% do PIB nacional e gera cerca de 11 milhões de empregos formais no país. O episódio de hoje também está disponível no Spotify. Ao mesmo tempo, está no centro da agenda climática. Segundo o Balanço Energético Nacional 2025, a indústria utilizou 64,4% de energia renovável em 2024, impulsionada principalmente pelo uso de eletricidade de fontes limpas e bioenergia, como o bagaço de cana-de-açúcar. O episódio também está disponível na nossa página no Spotify. A pressão climática, regulatória e de mercado fez com que a descarbonização industrial deixasse de ser apenas um compromisso ambiental e passou a ser uma estratégia de competitividade — e, em muitos casos, de sobrevivência no mercado global. Mesmo com essa base relativamente favorável, o desafio da descarbonização permanece significativo, especialmente em setores chamados de “hard to abate” (“difíceis de abater/reduzir emissões”, como cimento, siderurgia, químicos e alumínio. Essa transformação também está mudando o perfil dos profissionais dentro dessas empresas. É o que discute a jornalista Naiara Bertão com especialistas no novo episódio do podcast “Empregos Verdes”, de Um Só Planeta. Eles analisam como a transição para uma indústria de baixo carbono está criando novas funções e exigindo requalificação de trabalhadores em setores tradicionais. Hoje, engenheiros de processo trabalham com captura e gestão de carbono, especialistas em dados monitoram emissões em tempo real e gestores incorporam riscos climáticos ao planejamento estratégico das empresas. Ao mesmo tempo, áreas financeiras começam a integrar metas ambientais nas decisões de investimento e nas estratégias corporativas. Saiba mais Durante o episódio, os especialistas discutem como a descarbonização está transformando não apenas tecnologias e processos produtivos, mas também o perfil dos profissionais da indústria. Áreas como engenharia de processos, inovação tecnológica, gestão de carbono e análise de dados ganham protagonismo, enquanto cresce a necessidade de integrar sustentabilidade a áreas tradicionais como finanças, planejamento estratégico e gestão de riscos. Nesses segmentos, estratégias como eficiência energética, eletrificação de processos industriais, uso de hidrogênio de baixo carbono, economia circular e tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS) começam a ganhar espaço. Ao mesmo tempo, a transição não significa necessariamente substituir trabalhadores, mas requalificar profissionais que já atuam na indústria, adaptando competências para novas tecnologias e processos produtivos. Segundo especialistas, habilidades como análise de dados, conhecimento em eficiência energética, gestão de emissões e inovação de processos tendem a ganhar cada vez mais importância nos próximos anos. Com a transformação industrial em curso, a expectativa é que o mercado passe a demandar profissionais capazes de transitar entre diferentes áreas do conhecimento — combinando engenharia, tecnologia, gestão e sustentabilidade.Se bem conduzida, essa transição pode gerar novas oportunidades de trabalho e fortalecer a competitividade da indústria brasileira em um cenário global cada vez mais orientado pela economia de baixo carbono. Mercado de carbono e novas pressões regulatórias Outro fator que acelera essa transformação é o avanço das políticas climáticas. No Brasil, a sanção da Lei nº 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), abriu caminho para um mercado regulado de carbono no país. Nesse sistema, empresas que reduzem emissões podem comercializar créditos com aquelas que ultrapassarem limites estabelecidos. Estudos indicam que o Brasil pode gerar até 370 milhões de créditos de carbono até 2030, criando novas oportunidades de investimento em tecnologias limpas e projetos de redução de emissões. Globalmente, o mercado de créditos de carbono já movimenta valores próximos de US$ 1 trilhão por ano, segundo estimativas da BloombergNEF, reforçando o papel desses instrumentos na transição para uma economia de baixo carbono. Conheça os convidados O episódio reúne especialistas que acompanham de perto as transformações na indústria brasileira. Álvaro Lorenz é diretor global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produto e Engenharia da Votorantim Cimentos, possui mais de 35 anos de experiência no setor de materiais de construção. Ao longo da carreira, atuou em diferentes posições e países e participa de diversas iniciativas globais ligadas à inovação e Davi Bomtempo é superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), trabalha há quase duas décadas em temas relacionados à agenda ambiental e industrial. Economista com especialização em administração pública pela Fundação Getulio Vargas, acompanha de perto as políticas públicas e os desafios da transição para uma indústria mais sustentável no Brasil. 5 atividades promissoras na indústria verde Engenheiro de descarbonização industrial - Profissional responsável por desenvolver e implementar estratégias para reduzir emissões em processos industriais intensivos, como cimento, aço e química. Trabalha com eficiência energética, eletrificação e tecnologias como captura de carbono. Especialista em gestão de carbono - Atua no monitoramento, inventário e redução das emissões corporativas. Trabalha com métricas climáticas, metas de neutralidade e integração com mercados de carbono. Cientista de dados climáticos industriais - Usa análise de dados e inteligência artificial para monitorar emissões, eficiência energética e desempenho ambiental das operações industriais em tempo real. Especialista em inovação de materiais de baixo carbono - Desenvolve novos produtos e processos industriais com menor pegada de carbono, como cimentos com menos clínquer ou aço produzido com hidrogênio. Analista de finanças para transição industrial - Trabalha na estruturação de financiamento para projetos de descarbonização, como modernização de plantas industriais, eficiência energética e tecnologias limpas. Mais Lidas",
  "title": "Podcast Empregos Verdes: Indústria de baixo carbono transforma carreiras em setores tradicionais"
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