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  "textContent": "\nEmbora o Ebola geralmente não seja transmitido por alimentos, casos na África foram associados à caça, ao abate e ao processamento de carne de animais infectados, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA afirmou nesta semana. “Quando há interação entre humanos, animais e meio ambiente, esses tipos de surtos ocorrem com frequência. É por isso que a abordagem de saúde única é importante para lidar com surtos virais, porque ainda interagimos com os morcegos, nossos caçadores ainda matam macacos e estamos próximos do meio ambiente\", disse à AP o Dr. Tolbert Geewleh Nyenswah, dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças. Carne de animais selvagens à venda em mercado no Congo. Auscape/Universal Images Group via Getty Images O governo congolês já confirmou mais de 1.000 casos suspeitos, com pelo menos 220 mortes, desde que declarou um surto de Ebola, em 15 de maio deste ano. Aparentemente, o vírus se espalhou sem ser detectado por semanas, e a Organização Mundial da Saúde suspeita que a disseminação seja muito maior do que a relatada. Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a primeira recuperação de um paciente. “A República Democrática do Congo informou que, em 27 de maio, um paciente se recuperou, deixou o hospital e recebeu alta para retornar à comunidade”, disse um porta-voz da OMS, segundo o G1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto atual de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda uma emergência de saúde pública de interesse internacional (ESPII) neste maio de 2026. Uma ESPII é o nível de alerta global mais alto emitido pela OMS. O estatus vale para eventos extraordinários que representam risco de propagação internacional de doenças e exigem uma resposta coordenada imediata, informa o portal do Dr. Drauzio Varella. Acredita-se que os surtos da doença comecem com a transmissão do vírus para humanos a partir de um animal infectado, como um morcego frugívoro. Essas infecções entre espécies diferentes geralmente ocorrem quando as pessoas manuseiam e consomem carne de animais selvagens, dizem os especialistas. Uma vez que o Ebola infecta uma pessoa, o vírus se espalha por meio do contato próximo com fluidos corporais de pacientes doentes ou falecidos, como suor, sangue, fezes ou vômito. Profissionais de saúde sem equipamentos de proteção adequados são considerados altamente vulneráveis. Mas, como apenas esporadicamente as crises acontecem em comunidades que consomem carne de animais selvagens regularmente, algumas pessoas \"não acreditam na ligação\" e outras são \"totalmente ignorantes\" sobre a ameaça à saúde decorrente do consumo de carne de animais selvagens, afirmou à agência o Dr. Misaki Wayengera, microbiologista que assessora o Ministério da Saúde de Uganda em questões epidemiológicas. Apenas no Congo, o vírus Ebola já foi responsável por 17 surtos, mas a doença também já castigou outros países da região. O surto mais mortal, que ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016, infectou cerca de 28.000 pessoas e matou mais de 11.300. Embora as autoridades congolesas tenham proibido a caça de animais selvagens ameaçados de extinção, incluindo grandes primatas levados à beira do desaparecimento por caçadores furtivos, não existe uma proibição geral do comércio de animais selvagens e a caça ilegal persiste de criaturas totêmicas como o bonobo. Muitas pessoas na bacia do Congo e arredores têm a carne de animais selvagens como principal fonte de proteína animal. A taxa anual de extração de carne de animais selvagens na bacia do Congo é estimada em 4,5 milhões de toneladas, segundo o Centro de Pesquisa Florestal Internacional. Mais Lidas",
  "title": "Em meio ao surto de Ebola no Congo, especialistas alertam para conexão de doença com consumo de animais selvagens"
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