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"textContent": "\nA construção civil está entre os setores mais relevantes para a agenda climática global. Quando se consideram os materiais utilizados, a energia consumida e a operação dos edifícios, o setor responde por cerca de 38% das emissões globais de dióxido de carbono. Tradicionalmente associado ao uso intensivo de concreto, aço e recursos naturais, o setor começa a passar por uma transformação impulsionada por pressões ambientais, exigências regulatórias e mudanças nas expectativas de investidores e consumidores. Esse movimento é tema de um episódio do podcast Empregos Verdes, que discute como arquitetura sustentável, urbanismo resiliente e soluções baseadas na natureza estão criando novas oportunidades profissionais na construção civil. O episódio de hoje também está disponível no Spotify. Hoje, falar de construção não significa apenas erguer edifícios. O debate inclui temas como retrofit de edificações, eficiência energética, certificações ambientais, ESG imobiliário e infraestrutura verde nas cidades. A transformação também acontece dentro dos projetos e dos canteiros de obra. Arquitetura e engenharia passam a incorporar conceitos como análise de ciclo de vida dos materiais, eficiência energética, gestão de resíduos e uso de insumos de menor impacto ambiental, como madeira engenheirada ou materiais reciclados. Projetos contemporâneos também priorizam estratégias passivas de conforto ambiental, como ventilação natural, iluminação natural e isolamento térmico, reduzindo a necessidade de consumo de energia ao longo da vida útil do edifício. Outro indicador dessa mudança é a expansão das certificações ambientais no setor imobiliário. O Brasil está entre os países com maior número de edifícios certificados em sistemas internacionais como LEED, refletindo o interesse crescente do mercado por construções mais eficientes e sustentáveis. Eventos climáticos extremos — como enchentes, ondas de calor e períodos de seca — têm ainda pressionado cidades no Brasil e no mundo a repensar sua infraestrutura urbana. Nesse contexto, ganham espaço as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN), que utilizam processos ecológicos para enfrentar desafios urbanos como drenagem, aumento de temperatura e degradação ambiental. Saiba mais Entre os exemplos estão jardins de chuva, pavimentos permeáveis, telhados verdes, parques lineares e sistemas de vegetação urbana, capazes de absorver água da chuva, reduzir ilhas de calor e aumentar a biodiversidade nas cidades. Além de benefícios ambientais, essas soluções também contribuem para melhorar a qualidade de vida nas áreas urbanas, criando espaços mais saudáveis, resilientes e integrados à natureza. Com essa transformação, o perfil dos profissionais da construção civil também está mudando. Arquitetos passam a trabalhar com ferramentas como simulação térmica, modelagem digital, análise de desempenho energético e certificações ambientais. Engenheiros e urbanistas incorporam conceitos de infraestrutura verde, adaptação climática e gestão sustentável de recursos. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por profissionais capazes de conectar o projeto técnico às exigências de investidores e incorporadoras, cada vez mais atentos a métricas ambientais e critérios ESG. Esse movimento indica que a transição para cidades mais sustentáveis não é apenas uma agenda ambiental. Trata-se também de uma transformação no mercado de trabalho, que amplia o papel de profissionais capazes de integrar arquitetura, tecnologia, sustentabilidade e planejamento urbano. Conheça as convidadas O episódio reúne especialistas que acompanham de perto as transformações da arquitetura, da construção e da infraestrutura urbana. Livia Martins é arquiteta e urbanista com mais de duas décadas de experiência em inovação e sustentabilidade na construção civil. Fundadora das empresas LIHV Inovação e Sustentabilidade e TROPICUS Energia e Arquitetura Sustentável, atua em projetos bioclimáticos, certificações ambientais e design sustentável em diferentes setores, incluindo residencial, comercial, industrial e hospitalar. Martins também é pesquisadora de doutorado na área de cidades sustentáveis e desempenho energético de edifícios. Cristiane Schwanka é CEO da Phytorestore Brasil. Engenheira civil, advogada e doutora em Direito Econômico e Socioambiental, ela possui ampla experiência em infraestrutura, saneamento e sustentabilidade, tendo ocupado cargos de liderança em empresas como Copasa e Iguá Saneamento. Atualmente atua na integração de soluções baseadas na natureza em projetos de infraestrutura e requalificação urbana. 5 atividades profissionais que despontam em arquitetura e no urbanismo sustentáveis Especialista em infraestrutura verde urbana - Profissional que projeta e implementa soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva, telhados verdes, parques lineares e sistemas de drenagem natural para reduzir enchentes e melhorar o microclima urbano. Consultor em certificações ambientais para edifícios - Atua na preparação e avaliação de projetos para certificações como LEED e AQUA, garantindo que edifícios atendam critérios de eficiência energética, uso racional de recursos e desempenho ambiental. Especialista em análise de ciclo de vida de materiais - Avalia o impacto ambiental de materiais e sistemas construtivos desde a produção até o descarte, ajudando a reduzir a pegada de carbono de edifícios e infraestruturas. Arquiteto bioclimático - Desenvolve projetos que aproveitam características naturais do clima — como ventilação, iluminação e orientação solar — para reduzir o consumo energético e aumentar o conforto térmico dos edifícios. Analista de ESG imobiliário - Trabalha na integração de indicadores ambientais, sociais e de governança em projetos imobiliários, conectando desempenho ambiental dos edifícios às decisões de investimento. Mais Lidas",
"title": "Podcast Empregos Verdes: Arquitetura sustentável e infraestrutura verde criam novas carreiras nas cidades"
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