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"textContent": "\nA Europa enfrenta uma onda de calor histórica para o mês de maio, com recordes de temperatura, mortes associadas ao calor extremo e alertas crescentes de cientistas sobre os efeitos da crise climática. Na França, ao menos sete pessoas morreram em episódios relacionados direta ou indiretamente às altas temperaturas, com os termômetros ultrapassarando os 37°C em algumas regiões do país. De acordo com a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, cinco das mortes ocorreram por afogamento. “O que posso dizer hoje é que houve sete mortes ligadas direta ou indiretamente ao calor”, declarou à emissora TF1, segundo publicado pelo The Guardian. Initial plugin text A Météo France, agência nacional de meteorologia, informou que a segunda-feira (25) foi o dia mais quente já registrado para um mês de maio desde o início das medições no país. A temperatura média nacional atingiu 24,4°C, superando o recorde anterior de 23,7°C, registrado em 1944. A máxima do dia foi de 37,1°C, medida perto de Hossegor, no sudoeste francês. No Reino Unido, o Met Office também confirmou um recorde histórico para maio, com 34,8°C registrados em Kew Gardens, em Londres. O órgão classificou a marca como “excepcional no Reino Unido mesmo em pleno verão, quanto mais em maio”. Initial plugin text Na Espanha, regiões dos vales dos rios Guadiana, Guadalquivir e Ebro seguem sob temperaturas entre 36°C e 38°C, com possibilidade de atingir 40°C nos próximos dias. Já na Itália, a região do Lazio, onde fica Roma, restringiu atividades profissionais sob exposição prolongada ao sol em setores como agricultura, construção civil e entregas. Calor “sem precedentes” O episódio reitera o avanço das ondas de calor fora dos períodos tradicionalmente mais quentes do ano. O climatologista Christophe Cassou afirmou ao jornal Le Monde que o fenômeno seria praticamente impossível sem o aquecimento global provocado pela atividade humana. “Este é um evento sem precedentes, com uma chance em mil de acontecer nesta época do ano no clima observado entre 1979 e 2025”, avaliou Cassou. “Isso teria sido praticamente impossível na era pré-industrial”. A Météo France informou que o fenômeno foi provocado por uma “cúpula de calor”, causada pelo aprisionamento de ar quente vindo do Marrocos sob uma área de alta pressão atmosférica. Segundo a agência, eventos desse tipo devem se tornar “cada vez mais frequentes, mais precoces e mais intensos”. As ondas de calor em junho são hoje cerca de 10 vezes mais prováveis na Europa do que eram antes da Revolução Industrial. Agora, o mesmo padrão começa a aparecer também em maio. “Essa ampliação da temporada de ondas de calor é totalmente característica dos efeitos das mudanças climáticas”, garantiu o pesquisador climático Robert Vautard à Agence France-Presse, conforme publicado no The Guardian. “No futuro, veremos eventos semelhantes até em abril e outubro”. Mortes durante atividades físicas e afogamentos Entre os casos registrados na França, duas mortes foram diretamente atribuídas ao calor extremo no domingo (24). Uma mulher morreu de hipertermia durante uma competição fitness Hyrox, em Lyon, enquanto um homem de 53 anos sofreu um ataque cardíaco durante uma corrida de 10 quilômetros em Paris. Outras 16 pessoas foram hospitalizadas durante uma prova em Maisons-Alfort, nos arredores da capital francesa, incluindo 10 em estado crítico. As altas temperaturas também levaram milhares de pessoas a praias e rios em busca de refresco antes mesmo do início oficial da temporada de verão europeu. Três adolescentes morreram afogados no fim de semana. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou uma reunião ministerial para avaliar a capacidade de resposta do país diante das ondas de calor, depois que mais de 350 estações meteorológicas registraram novos recordes mensais de temperatura. Mais Lidas",
"title": "Com maio mais quente desde 1944, França registra ao menos sete mortes ligadas à onda de calor, diz governo"
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