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"textContent": "\nUm felino raro e considerado vulnerável à extinção foi registrado pela primeira vez na Estação Ecológica (Esec) Grão-Pará, no norte do Pará. O gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, apareceu nas imagens captadas por armadilhas fotográficas instaladas em trilhas monitoradas pelo Programa Grande Tumucumaque, iniciativa voltada ao acompanhamento da biodiversidade em uma das maiores áreas contínuas de floresta preservada da Amazônia. O registro ocorreu em uma região que integra cerca de 10 milhões de hectares de florestas contínuas no Escudo das Guianas, área reconhecida pela biodiversidade e pela presença de espécies endêmicas. As informações são do Imazon. Além do gato-mourisco, o monitoramento identificou espécies como onça-pintada, onça-parda, anta, tamanduá e tatu-bola durante os primeiros meses de pesquisa. Segundo o levantamento parcial, as câmeras registraram cerca de 44 espécies de animais, principalmente, mamíferos de médio e grande porte. Classificado como vulnerável à extinção pelo Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o gato-mourisco possui baixa densidade populacional e costuma ser difícil de registrar na natureza. Amazônia monitorada por indígenas O programa é desenvolvido pelo Imazon e pelo Iepé em parceria com organizações indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio). A iniciativa prevê 15 anos de monitoramento da fauna e da flora nas unidades de conservação Esec Grão-Pará e Reserva Biológica Maicuru. Parte central do projeto é o protagonismo indígena no acompanhamento da biodiversidade. Nove monitores indígenas receberam treinamento para operar equipamentos, registrar dados e acompanhar as espécies presentes no território. Após três meses de trabalho em campo, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, a equipe instalou gravadores bioacústicos e câmeras com sensores de movimento e visão noturna em pontos estratégicos da floresta. “É fundamental monitorar a biodiversidade nesse local para entender como essas espécies estão respondendo aos impactos das mudanças climáticas que afetam o ambiente ao longo do tempo”, explicou a pesquisadora do Imazon e bióloga do projeto, Jarine Reis, em comunicado divulgado pelo instituto. De acordo com Jarine, o monitoramento de longo prazo permitirá compreender melhor os impactos das mudanças climáticas, da destruição de habitat e da pressão humana sobre espécies ameaçadas da Amazônia. Espécies únicas A área monitorada faz fronteira com a Guiana Francesa e o Suriname e integra o chamado Escudo das Guianas, uma das regiões mais preservadas da Amazônia e estratégica para a conservação da biodiversidade global. O território abriga espécies que só existem na região, mas enfrenta ameaças crescentes associadas às mudanças climáticas, à caça predatória e à destruição de habitats naturais. As próximas etapas do programa incluem a abertura de novas trilhas e a instalação de mais câmeras e gravadores bioacústicos ainda em 2026, com monitoramento participativo conduzido pelas comunidades indígenas. Mais Lidas",
"title": "Gato-mourisco raro é registrado pela primeira vez em área protegida no norte do Pará"
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