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  "publishedAt": "2026-05-20T17:45:19.000Z",
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  "textContent": "\nA disparada nos preços do petróleo, provocada pela guerra envolvendo no Irã, está acelerando a adoção de carros elétricos em várias partes do mundo. Segundo uma nova análise da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), quase 30% dos veículos vendidos globalmente em 2026 devem ser elétricos, em meio à alta dos combustíveis fósseis e à busca de consumidores por alternativas mais baratas de mobilidade. Os dados foram divulgados pelo site Climate Change News com base em relatório publicado pela própria IEA. De acordo com a agência, o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, após ataques militares de Estados Unidos e Israel, ocasionou a maior interrupção de oferta da história do mercado global de petróleo. O impacto foi imediato sobre o mercado automotivo. Apenas nos três primeiros meses do ano, as vendas de veículos elétricos cresceram 75% na América Latina, impulsionadas principalmente por Brasil e México, e 80% em países asiáticos fora da China, na comparação com o mesmo período do ano passado. Na Europa, o avanço foi de quase 30%. Globalmente, a expectativa é que 23 milhões de carros elétricos sejam vendidos em 2026, o equivalente a 28% de todas as vendas de veículos leves no planeta. Petróleo e transição energética Para a Agência Internacional de Energia, a crise energética provocada pela guerra no Oriente Médio acabou reforçando uma das principais vantagens econômicas dos carros elétricos: a menor dependência do petróleo. “A crise energética causada pela guerra no Oriente Médio colocou em evidência os benefícios de dirigir um carro elétrico”, disse o chefe da unidade de inovação tecnológica da IEA, Araceli Fernandez, ao Climate Change News. Fernandez argumenta que o cenário criou um “potencial adicional de crescimento” para as vendas globais de veículos elétricos neste ano. Ainda de acordo com a especialista, parte dos efeitos da crise pode demorar a aparecer completamente no mercado por causa do tempo entre a compra e a entrega dos veículos, além da dependência de incentivos governamentais em alguns países. O setor de transporte rodoviário responde atualmente por quase metade do consumo mundial de petróleo, segundo a IEA. A agência estima que a frota global de veículos elétricos evitou o consumo de cerca de 1,7 milhão de barris de petróleo por dia em 2025. América Latina e Sudeste Asiático avançam A análise aponta que os países mais dependentes de importação de combustíveis fósseis sentiram mais rapidamente os impactos da crise energética, e também aceleraram políticas de eletrificação. No Sudeste Asiático, governos anunciaram ampliação de incentivos fiscais para veículos elétricos diante da alta nos preços da gasolina e do diesel. A região registrou crescimento considerado “espetacular” pela IEA nos últimos anos, liderada por Vietnã, Tailândia e Indonésia. No Vietnã, quase 40% dos carros vendidos em 2025 já eram elétricos, número superior ao observado em diversos países europeus. Grande parte desse crescimento foi puxada pela montadora vietnamita VinFast e pela entrada agressiva de fabricantes chinesas no mercado regional. Na América Latina, Brasil e México lideraram a expansão das vendas neste início de ano. O relatório, porém, não detalha o desempenho individual de cada mercado. O avanço dos veículos elétricos também reforçou a posição da China como principal potência industrial do setor. Segundo a IEA, fabricantes chinesas responderam por 60% dos carros elétricos vendidos no mundo em 2025. Em muitos casos, os veículos elétricos vendidos no país já custam menos do que modelos equivalentes movidos a gasolina ou diesel. Mais Lidas",
  "title": "Crise do petróleo acelera corrida por carros elétricos; vendas crescem 75% na América Latina puxadas por Brasil e México"
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