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'Se a Indústria 4.0 funciona na Amazônia, ela pode funcionar em qualquer lugar', diz diretora global de sustentabilidade da Siemens

Um só Planeta [Unofficial] May 19, 2026
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Os primeiros resultados do projeto Tech4Amazonia, lançado pela Siemens durante a COP30, começam a mostrar como tecnologias da Indústria 4.0 podem ser aplicadas em cadeias produtivas da bioeconomia amazônica, mesmo em regiões marcadas por infraestrutura limitada, desafios logísticos e baixa conectividade. A iniciativa foi destacada por Judith Wiese, diretora global de pessoas e sustentabilidade da companhia, durante encontro com jornalistas na Hannover Messe 2026, na Alemanha. Segundo ela, os resultados iniciais reforçam o potencial do Brasil como polo de inovação industrial e sustentabilidade. “Os resultados iniciais do programa mostram que, se a Indústria 4.0 funciona na Amazônia, ela pode funcionar em qualquer lugar”, afirmou Judith. O programa conecta automação, inteligência artificial, sensores IoT e plataformas digitais desenvolvidas nos centros globais de pesquisa e engenharia da Siemens a desafios locais da Amazônia. A proposta é testar soluções industriais em cadeias ligadas à bioeconomia, como produção de mudas, castanha-do-brasil e bioingredientes amazônicos. Nos quatro primeiros projetos-piloto, os ganhos envolveram eficiência operacional, redução de perdas e aumento da rastreabilidade. Em parceria com o Centro de Biotecnologia da Amazônia, por exemplo, a produção de mudas reduziu a taxa de mortalidade de 34% para apenas 2% após a adoção de sensores e sistemas automatizados de monitoramento. Já na cadeia da castanha-do-brasil, em projeto desenvolvido com a Getter, a classificação do produto alcançou mais de 95% de precisão com o uso de inteligência artificial integrada à plataforma Industrial Edge. Outro piloto aplicou a plataforma Mendix em nanofábricas voltadas à produção de bioingredientes amazônicos. Segundo a empresa, o nível de padronização e rastreabilidade das ordens de produção passou de 0% para 100%. Em uma quarta frente, realizada em parceria com a Natura e a cooperativa APROCAMP, a extração de óleos de bioingredientes amazônicos reduziu pela metade a pressão das caldeiras utilizadas no processo produtivo, além de criar uma base estruturada de dados para a operação. Durante o evento, Judith Wiese também destacou o papel estratégico do Brasil nas cadeias globais de valor, especialmente após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, em 1º de maio. “O mundo tem muito a aprender com o Brasil, seja pela matriz elétrica com cerca de 90% de energia limpa, pela capacidade de alimentar data centers de forma sustentável, pela liderança no agronegócio ou pelo protagonismo em inovação em hidrogênio”, disse. Segundo a executiva, a combinação entre integração comercial e inovação tecnológica pode ampliar a inserção do Brasil em cadeias globais ligadas à transição energética e à indústria sustentável. “A Siemens é uma empresa global de tecnologia, mas no Brasil nos enxergamos como um negócio local. Estamos presentes no país há 160 anos e fazemos parte do seu tecido socioeconômico”, concluiu. Mais Lidas

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