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"textContent": "\nO agronegócio brasileiro sempre foi associado ao campo, à produção de alimentos e à força do trabalho rural. Mas a agenda climática e a transformação tecnológica estão mudando rapidamente essa realidade. Hoje, temas como crédito de carbono, rastreabilidade, agricultura regenerativa e análise de dados climáticos estão criando novas funções dentro do setor — muitas delas ocupadas por profissionais que antes não tinham relação direta com o agro. Esse é o tema deste novo episódio do podcast “Empregos Verdes”, realizado por Um Só Planeta e comandado pela editora Naiara Bertão. O episódio também está disponível no Spotify. No episódio, especialistas discutem como a transição para uma agricultura mais sustentável está abrindo espaço para novas carreiras e aproximando o campo das cidades. A conversa mostra como biólogos, engenheiros, cientistas de dados, especialistas em sustentabilidade e profissionais de finanças estão migrando para funções ligadas ao agroambiental — um movimento impulsionado pela necessidade de reduzir emissões, preservar recursos naturais e atender a mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais. A agricultura também tem papel central na transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em países como o Brasil, que tem grande parte de suas emissões vindas de uso da terra e desmatamento. A sustentabilidade na agricultura envolve o manejo de recursos naturais de forma a atender às necessidades atuais sem comprometer as futuras gerações. Na prática, isso significa equilibrar viabilidade econômica, inclusão social e proteção ambiental. Entre as práticas mais difundidas estão o plantio direto, que ajuda a conservar o solo e evitar erosão, a rotação de culturas, que melhora a fertilidade da terra, e sistemas integrados como lavoura-pecuária-floresta, que permitem um uso mais eficiente da terra. Agricultura regenerativa, manejo sustentável do solo e recuperação de áreas degradadas também são aliados na redução das emissões e podem contribuir até para sequestrar carbono da atmosfera. Ao mesmo tempo, tecnologias digitais estão transformando a forma de produzir. Ferramentas de agricultura de precisão, com uso de satélites, drones, sensores e softwares de gestão, permitem monitorar lavouras em tempo real, aplicar insumos com maior precisão e reduzir desperdícios. Essas soluções fazem parte da chamada Agricultura 4.0, que utiliza inteligência artificial, big data e automação para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Saiba mais Durante o episódio, os especialistas discutem como a agenda climática está ampliando a demanda por profissionais capazes de integrar conhecimento agrícola, tecnologia e sustentabilidade. Áreas como bioinsumos, agricultura regenerativa, monitoramento de carbono, análise de dados ambientais e rastreabilidade de cadeias produtivas aparecem entre as que mais crescem no setor. Outro campo em expansão é o financiamento da transição agrícola. Instituições financeiras e investidores começam a desenvolver instrumentos específicos para apoiar produtores na adoção de práticas sustentáveis, criando espaço para profissionais que entendam tanto de agronegócio quanto de finanças climáticas. A sustentabilidade no agro também está cada vez mais demandando conhecimento financeiros e de projetos. No Brasil, iniciativas como o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) incentivam técnicas que aumentam a produtividade ao mesmo tempo em que reduzem emissões de gases de efeito estufa. Além disso, cresce o interesse por instrumentos financeiros ligados ao clima, como projetos de crédito de carbono no campo, que podem remunerar produtores por práticas que conservam florestas ou aumentam o estoque de carbono no solo. Esse movimento está criando novas oportunidades de trabalho em áreas como monitoramento de emissões, certificação ambiental, rastreabilidade de cadeias produtivas e financiamento da transição agrícola. Com essa transformação, o agro deixa de ser um setor restrito ao campo e passa a demandar profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Especialistas em tecnologia, dados, economia, sustentabilidade e gestão começam a desempenhar papéis cada vez mais relevantes na cadeia produtiva agrícola — conectando produção rural, inovação tecnológica e mercados globais. Para jovens e profissionais em transição de carreira, esse movimento aponta para um novo horizonte: um mercado em que agricultura, clima e tecnologia se encontram para redefinir o futuro do trabalho no campo e nas cidades. Conheça os convidados O episódio reúne especialistas que acompanham de perto as transformações do setor. Pedro Abel Vieira é pesquisador na Assessoria de Estratégia da Embrapa, trabalha com temas como produtividade agrícola, gestão de risco no campo, desenvolvimento regional e comércio internacional. Doutor em Fitotecnia pela Universidade de São Paulo e em Economia pela Unicamp, ele analisa as transformações estruturais do agro e seus impactos sobre emprego e inovação. Felipe Villela é diretor do prêmio ambiental Earthshot Prize no Brasil, iniciativa global criada pelo príncipe William para apoiar soluções capazes de regenerar o planeta até 2030. Empreendedor e fundador da organização reNature, ele atua na expansão de projetos de agricultura regenerativa em mais de 20 países e trabalha com inovação, bioeconomia e financiamento para soluções baseadas na natureza. Orlando Nastri é head de ESG da Citrosuco, uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo. Na empresa, ele acompanha a implementação de estratégias ligadas à agenda climática, rastreabilidade e sustentabilidade na cadeia da citricultura. 5 atividades em ascensão dentro do agro sustentável Especialista em agricultura regenerativa: Profissional que orienta produtores na adoção de práticas que regeneram o solo e aumentam a biodiversidade, como rotação de culturas, cobertura vegetal e integração lavoura-pecuária-floresta. Analista de carbono no campo: Responsável por medir, monitorar e certificar reduções ou remoções de carbono em propriedades rurais, permitindo a geração de créditos de carbono agrícolas. Cientista de dados agrícolas: Utiliza dados de satélites, sensores e drones para monitorar lavouras, prever produtividade e otimizar o uso de insumos. Especialista em rastreabilidade agroambiental: Desenvolve sistemas para acompanhar a origem de produtos agrícolas e garantir conformidade ambiental em cadeias globais de alimentos. Especialista em bioinsumos e biotecnologia agrícola: Atua no desenvolvimento e na aplicação de fertilizantes e defensivos biológicos, reduzindo o uso de químicos na produção agrícola. Mais Lidas",
"title": "Podcast Empregos Verdes: Do satélite ao solo — como tecnologia e clima estão mudando o trabalho no agro"
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