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Agência Internacional de Energia alerta que estoques comerciais de petróleo devem se esgotar em poucas semanas

Um só Planeta [Unofficial] May 19, 2026
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A rápida redução dos estoques globais de petróleo, em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, trouxe um novo alerta que vai além da segurança energética: a dependência mundial de um combustível fortemente associado à crise climática. De acordo com informações divulgadas pela Agência Internacional de Energia (IEA) e repercutidas pelo ClimaInfo, os estoques comerciais de petróleo podem se esgotar em poucas semanas em meio aos ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de combustíveis fósseis. O diretor executivo da IEA, Fatih Birol, afirmou que a liberação de reservas estratégicas adicionou cerca de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia ao mercado, no entanto, Birol alertou que essas reservas “não são infinitas”. A situação é mais um paradoxo da economia global: ao mesmo tempo em que países discutem metas climáticas e redução de emissões, o funcionamento do planeta continua dependente do petróleo — combustível responsável por grande parte das emissões de gases de efeito estufa que impulsionam o agravamento do aquecimento global. O episódio detalha também a lentidão da transição energética, que deixa países mais vulneráveis não apenas às emissões de carbono, mas também às crises geopolíticas associadas ao petróleo. A própria IEA, que nos últimos anos passou a defender o fim da expansão de novos projetos fósseis para limitar o aquecimento a 1,5°C, agora monitora um cenário de possível choque de oferta capaz de provocar inflação, recessão e disparada nos preços da energia. Saiba mais Segundo o ClimaInfo, operadores do mercado avaliam que o barril do petróleo Brent pode atingir US$ 180 caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. O economista Paul Diggle, da gestora Aberdeen, afirmou ao Financial Times que o cenário já é tratado “muito seriamente” pelos mercados. Mesmo com projeções de desaceleração na demanda global por petróleo em 2026, a guerra alterou as previsões anteriores de superávit e voltou a colocar o combustível fóssil no centro da instabilidade internacional. Mais Lidas

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