SP lança plataforma para conectar conservação ambiental a investimentos ESG
Um só Planeta [Unofficial]
May 18, 2026
O governo de São Paulo acaba de lançar uma plataforma digital para reunir dados sobre biodiversidade e direcionar investimentos privados em conservação ambiental. Batizada de “Monitora Bio SP”, a ferramenta concentra informações das Unidades de Conservação estaduais e pretende aproximar a agenda ambiental paulista das exigências de mercado ligadas a ESG e crédito de carbono. Desenvolvida pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a plataforma reúne mais de 30 mil registros de espécies da fauna e flora em áreas protegidas de Mata Atlântica e Cerrado. O sistema também identifica cerca de 20 mil hectares considerados prioritários para restauração ecológica, área equivalente a aproximadamente 20 mil campos de futebol. Segundo o governo paulista, o objetivo é oferecer uma base técnica para empresas, investidores e instituições interessadas em financiar projetos ambientais com maior rastreabilidade e indicadores de impacto. “A criação do Monitora Bio SP surge com o objetivo de inovar a gestão das Unidades de Conservação em um modelo baseado em inteligência de dados”, afirmou o diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz. “O lançamento da plataforma é uma central de governança que integra tecnologia de ponta para garantir que a preservação da biodiversidade paulista seja monitorada com precisão técnica e total transparência para a sociedade”, completou. Print do site exibe Unidades de Conservação de São Paulo e áreas restauráveis. Divulgação A ferramenta funciona como uma central de inteligência geoespacial, integrando imagens de satélite e vistorias de campo para acompanhar alterações ambientais nas áreas protegidas do estado. Entre as funções disponíveis estão o monitoramento do desmatamento, identificação das causas de supressão vegetal, dados sobre recursos hídricos, manguezais e estoques de carbono. O sistema também permite acompanhar a presença de espécies consideradas sensíveis para conservação, como onça-parda, anta e bugio-ruivo, além de apoiar ações de fiscalização e combate a incêndios florestais. De acordo com a Fundação Florestal, a plataforma foi estruturada para transformar dados ambientais em indicadores mensuráveis, como carbono estocado, integridade de habitat e ocorrência de espécies-chave. A expectativa é que isso facilite a elaboração de relatórios de ESG e a adequação de projetos às exigências internacionais de sustentabilidade e biodiversidade. Além do uso pelo setor privado, o banco de dados deverá servir de apoio para pesquisas científicas e formulação de políticas públicas. As informações já vêm sendo utilizadas na elaboração de planos de manejo de parques estaduais no Vale do Ribeira, como os parques do Rio Turvo e Caverna do Diabo, no Mosaico Jacupiranga. O governo estadual afirma ainda que o sistema permitirá acompanhar, ao longo do tempo, tanto perdas quanto ganhos de vegetação nativa, auxiliando na validação de projetos de restauração ecológica e na definição de áreas prioritárias para conservação. Mais Lidas
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