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  "textContent": "\nEstocolmo, capital da Suécia, foi apontada como a cidade mais resiliente da Europa diante da crise climática em um novo ranking que analisou mais de 11 mil áreas urbanas do continente. O levantamento coloca a cidade sueca à frente de capitais como Berlim (Alemanha), Praga (República Tcheca) e Helsinque (Finlândia) em capacidade de enfrentar ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos intensificados pelo aquecimento global associado à queima massiva de combustíveis fósseis. O estudo faz parte do Índice COOLCITY, uma das maiores análises já feitas sobre adaptação climática urbana na Europa. A pesquisa combinou imagens de satélite, inteligência artificial e escaneamento a laser para avaliar fatores que ajudam cidades a resistirem melhor ao aumento das temperaturas e às mudanças no regime de chuvas. Entre os critérios considerados estão a quantidade de áreas verdes, a capacidade do solo de absorver água da chuva, a biodiversidade, a presença de rios e lagos e as chamadas condições térmicas — ou seja, o quanto a cidade consegue evitar a formação de “ilhas de calor”, quando áreas urbanas ficam muito mais quentes do que regiões naturais ao redor. Vista da região de Stureplan, em Estocolmo: capital sueca lidera ranking europeu de cidades mais preparadas para enfrentar os impactos da crise climática. Getty Images Estocolmo recebeu nota 6,7 em uma escala de 0 a 10 e liderou o ranking das capitais europeias mais resilientes ao clima. A lista ficou assim: Estocolmo, Suécia — 6,7 Vilna, Lituânia — 6,4 Riga, Letônia — 6,3 Tallinn, Estônia — 5,9 Helsinque, Finlândia — 5,8 Zagreb, Croácia — 5,8 Bratislava, Eslováquia — 5,7 Varsóvia, Polônia — 5,7 Berlim, Alemanha — 5,6 Praga, República Tcheca — 5,5 Capitais como Paris, Madri e Lisboa ficaram fora das dez primeiras posições, o que acende um sinal de alerta. Nos últimos anos, países como Espanha, Portugal e França registraram recordes de temperatura, rios em níveis críticos e incêndios que destruíram milhares de hectares durante os verões europeus. Estocolmo Os pesquisadores afirmam que o desempenho da capital sueca não depende apenas de condições naturais. A cidade investiu fortemente em soluções urbanas voltadas para adaptação climática. Uma das iniciativas mais conhecidas são os chamados “canteiros de Estocolmo”, estruturas subterrâneas criadas para permitir que árvores cresçam sob ruas asfaltadas em condições semelhantes às de uma floresta. O sistema melhora a drenagem da água da chuva, reduz alagamentos e ajuda a refrescar a cidade durante períodos de calor extremo. A presença intensa de vegetação também ajuda a absorver carbono, melhorar a qualidade do ar e reduzir a temperatura das superfícies urbanas. Além das intervenções urbanas, Estocolmo lançou recentemente dois grandes planos climáticos que vão orientar as políticas da cidade até 2030 e 2040. Entre as metas estão reduzir em 80% as emissões ligadas à energia e ao transporte até o fim da década, cortar pela metade as emissões relacionadas ao consumo e eliminar totalmente o uso de combustíveis fósseis até 2040. Visitantes descansam à sombra de árvores no parque Kungsträdgården, em Estocolmo, na Suécia. Getty Images Os planos também preveem expansão do transporte público eletrificado, incentivo ao uso de bicicletas, proteção da biodiversidade urbana, criação de mais áreas verdes e adaptação da infraestrutura para suportar ondas de calor e chuvas extremas. Outro diferencial é a criação de um “orçamento de carbono”, mecanismo que estabelece um limite para a quantidade total de gases de efeito estufa que a cidade ainda poderá emitir nos próximos anos. Na prática, funciona como um teto de emissões que ajuda a orientar decisões sobre transporte, energia e planejamento urbano. O ranking ganha relevância em um momento em que a Europa enfrenta um avanço acelerado da crise climática. Segundo o serviço climático europeu Copernicus, o continente é atualmente o que aquece mais rapidamente no planeta. No último ano, temperaturas acima da média foram registradas em cerca de 95% do território europeu. Esse aquecimento vem aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos, como incêndios florestais, secas prolongadas e enchentes repentinas. Especialistas apontam que o calor extremo já está entre os desastres climáticos mais letais da Europa. Segundo os pesquisadores, cidades do norte europeu aparecem em vantagem porque possuem mais áreas verdes, temperaturas historicamente mais baixas e melhor capacidade de absorção da água da chuva. Já cidades do sul europeu enfrentam maior pressão hídrica, calor extremo e expansão urbana intensa, fatores que dificultam a adaptação climática. Várias soluções adotadas por Estocolmo, como ampliação de áreas verdes, drenagem urbana e redução de superfícies impermeáveis, também vêm sendo discutidas em cidades brasileiras afetadas por enchentes e ondas de calor, como Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Em um continente que enfrenta calor recorde, incêndios e enchentes cada vez mais frequentes, o ranking sugere que as cidades mais preparadas para o futuro talvez sejam justamente aquelas que aprenderam a tratar árvores, água e solo como parte da infraestrutura urbana. Mais Lidas",
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