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  "textContent": "\nAs rêmoras, peixes conhecidos por “pegar carona” em grandes animais marinhos, podem estar causando mais incômodo às arraias-manta do que os cientistas imaginavam. Um novo estudo, publicado na revista científica Ecology and Evolution, e divulgado pelo Smithsonian Magazine, registrou episódios em que esses peixes entram na cloaca das mantas para se esconder. A cloaca é uma abertura usada para excreção. O comportamento, descrito pelos pesquisadores como “mergulho cloacal”, foi observado em diferentes regiões do planeta e gera dúvidas. Até então, os peixes eram vistos principalmente como “caroneiros” que se beneficiam do transporte e da alimentação facilitada ao lado de tubarões, baleias e arraias. “Minha primeira reação foi uma combinação de espanto e horror. É muito impressionante que as rêmoras consigam fazer isso, mas imagino que não seja nada agradável para a manta”, afirmou o biólogo marinho e conservacionista David Shiffman, ao site Live Science. As rêmoras pertencem à família Echeneidae e possuem uma espécie de ventosa no topo da cabeça. Algumas espécies podem ultrapassar um metro de comprimento. Para investigar o fenômeno, cientistas analisaram registros coletados entre 2010 e 2025 pela Marine Megafauna Foundation e pela Manta Trust em áreas como Maldives, Mozambique e regiões próximas da Florida. Foram identificados sete episódios envolvendo todas as três espécies conhecidas de arraias-manta. De acordo com a ecóloga marinha Emily Yeager, autora do estudo, os peixes praticamente preenchem toda a abertura da cloaca. “As rêmoras têm praticamente a mesma largura da cloaca. Elas ocupam completamente essa abertura”, disse Yeager, ao The New York Times. Imagens divulgadas pelos pesquisadores mostram apenas a cauda das rêmoras aparecendo para fora do corpo das arraias. O grupo também identificou possíveis lesões nas guelras associadas à presença dos peixes. A hipótese principal é que as rêmoras utilizem a cloaca como esconderijo em momentos de ameaça. Em um dos vídeos analisados, um mergulhador se aproxima de uma arraia e assusta um dos peixes. Os pesquisadores afirmam que ainda não é possível medir exatamente os danos provocados pelo comportamento. Mas a suspeita é que a prática possa afetar a saúde das arraias-manta, especialmente por envolver uma região sensível do corpo. Mais Lidas",
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