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"publishedAt": "2026-05-15T18:55:06.000Z",
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"textContent": "\nUma expedição científica nas profundezas do Oceano Índico revelou um ecossistema invisível aos olhos humanos, incluindo sinais da lendária lula-gigante (Architeuthis dux), um dos animais mais misteriosos do planeta. A descoberta ocorreu em cânions submarinos na costa de Nyinggulu (Ningaloo), no oeste da Austrália, e reitera o quanto os oceanos profundos ainda permanecem desconhecidos. O estudo foi liderado pela Universidade Curtin e divulgado pelo site Science Daily. Utilizou uma tecnologia chamada DNA ambiental (eDNA), capaz de identificar espécies a partir de fragmentos genéticos deixados na água do mar. A técnica permitiu aos pesquisadores detectar animais sem a necessidade de captura ou observação direta, algo importante em ambientes extremos, a mais de 4,5 mil metros de profundidade. Entre os principais achados, estão vestígios da lula-gigante em seis amostras diferentes coletadas nos cânions submarinos. Também foram identificadas espécies raras de baleias de mergulho profundo, além de peixes e organismos pouco conhecidos no oeste australiano. Ao todo, os pesquisadores registraram 226 espécies distribuídas em 11 grandes grupos animais. “Achar evidências de uma lula-gigante realmente captura a imaginação das pessoas, mas isso é apenas uma pequena parte de um quadro muito maior”, disse a autora principal do estudo, Georgia Nester. Ela é pesquisadora do Minderoo OceanOmics Centre, da Universidade da Austrália Ocidental, e conversou com a reportagem do site Science Daily. “Encontramos um grande número de espécies que não se encaixam claramente em nenhum registro conhecido atualmente”. As lulas-gigantes estão entre os animais mais misteriosos do oceano. Elas podem ultrapassar 10 metros de comprimento, pesar centenas de quilos e possuem os maiores olhos do reino animal, chegando a cerca de 30 centímetros de diâmetro. Apesar do fascínio que despertam, registros desses animais são raros. De acordo com o próprio estudo, havia apenas dois registros anteriores da espécie em águas do oeste australiano nos últimos 25 anos. Os cientistas afirmam que o uso de DNA ambiental pode transformar o monitoramento da biodiversidade marinha, especialmente em regiões profundas e de difícil acesso. A técnica também pode ajudar na criação de políticas de conservação em áreas ameaçadas pelas mudanças climáticas, pela pesca industrial e pela exploração de recursos minerais submarinos. Mais Lidas",
"title": "Vida oculta no fundo do oceano: cientistas encontram sinais de lula-gigante em cânions submarinos da Austrália"
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