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Desmatamento na Mata Atlântica em 2025 é o menor em 40 anos, diz fundação

Um só Planeta [Unofficial] May 14, 2026
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O desmatamento da Mata Atlântica em 2025 foi o menor registrado em 40 anos, afirmou a Fundação SOS Mata Atlântica em estudo publicado nesta quarta-feira (13). No período 2024-2025, o desfalque alcançou 8.658 hectares nas regiões dos 17 estados que compõem o bioma. No ano anterior, o desmate havia alcançado 14.366 hectares. O valor equivale à perda de 23,7 hectares por dia e à emissão de aproximadamente 4,14 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera, seguindo os parâmetros do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Saiba mais O valor é o menor da série histórica (1985-2025) da organização. Nos 17 estados mapeados no período 2023-2024, houve uma redução de 40% na taxa de desflorestamento. Desde 2020-2021, a diminuição foi de 60%, em uma consistente trajetória de constante redução. Os dados de monitoramento são produzidos em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). “Em um resultado histórico, o período 2024-2025 apresentou o menor valor de toda a série do Atlas, com destaque para quedas expressivas em estados historicamente entre os maiores desmatadores, como Bahia (queda de 39%) e Piauí (queda de 78%). Apenas Pernambuco, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina apresentaram aumento em relação ao período 2023-2024”, informa o estudo. Estados que mais perderam Mata Atlântica em 2025 Minas Gerais: 3.092 hectares Bahia: 2.889 hectares Mato Grosso do Sul: 841 hectares Piauí: 659 hectares Paraná: 411 hectares Cinco estados concentraram o desmatamento da Mata Atlântica no ano passado, sendo responsáveis por 7.893 hectares modificados, o que corresponde a 91% da perda total registrada no período: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Piauí e Paraná. "O desafio agora é manter a trajetória de queda e alcançar o desmatamento zero até 2030. Essa meta não é apenas ambiental. Ela está alinhada ao compromisso internacional assumido pelo Brasil e é fundamental para garantir segurança hídrica, estabilidade climática e produtividade agrícola em uma região que abriga a maior parte da população e da economia nacional e depende dos serviços ecossistêmicos desta floresta", afirmou a organização. Mais Lidas

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