Conheça o drone ultraleve inspirado nas abelhas que pode revolucionar de entregas autônomas à agricultura
Um só Planeta [Unofficial]
May 14, 2026
Pesquisadores europeus desenvolveram um sistema que permite a drones encontrar o caminho de volta sozinhos imitando o cérebro de abelhas. A tecnologia, chamada “Bee-Nav”, foi criada por cientistas da Delft University of Technology, nos Países Baixos, e usa apenas 42 kilobytes de memória — menos do que muitas fotos simples de celular. O estudo foi publicado na revista científica Nature. A ideia surgiu da observação de abelhas-mel, que conseguem voar longas distâncias e retornar à colmeia mesmo com cérebros minúsculos. Em vez de criar mapas detalhados do ambiente, como fazem muitos drones atuais, o novo sistema aprende referências visuais do entorno durante um curto “voo de reconhecimento”, parecido com o comportamento natural das abelhas quando deixam a colmeia pela primeira vez. Depois disso, o drone c Os cientistas afirmam que o modelo pode tornar drones muito menores, mais baratos e mais eficientes energeticamente. “Ficamos fascinados pelo fato de as abelhas conseguirem voltar para casa mesmo após trajetos complexos”, disse Guido de Croon, professor de inteligência artificial bioinspirada da universidade holandesa. Para reproduzir isso, os pesquisadores criaram uma rede neural extremamente leve, capaz de interpretar imagens panorâmicas do ambiente e calcular direção e distância até o “lar”. Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, trabalhando com o drone Bee-Nav. Delft University of Technology Saiba mais Nos testes, o drone percorreu mais de 600 metros ao ar livre e conseguiu retornar sozinho usando um sistema de memória menor do que o espaço ocupado por uma mensagem curta de texto. Os cientistas acreditam que a tecnologia pode acelerar o uso de drones em estufas agrícolas, entregas, inspeções industriais e monitoramento ambiental. Visão isométrica do "drone abelhudo", com a câmera no topo Reprodução do artigo Uma das aplicações mais promissoras seria na agricultura: drones ultraleves poderiam identificar pragas e doenças em plantações sem necessidade de GPS ou computadores potentes. Além das aplicações tecnológicas, o estudo também ajuda a explicar um mistério da biologia, de como insetos conseguem se orientar com cérebros tão pequenos. Mais Lidas
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