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"publishedAt": "2026-05-13T19:01:37.000Z",
"site": "https://umsoplaneta.globo.com",
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"textContent": "\nUm novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) alerta que a demanda mundial por areia está crescendo em um ritmo insustentável, impulsionada, sobretudo, pela urbanização acelerada, expansão da construção civil e obras de infraestrutura. De acordo com a pesquisa, cerca de 50 bilhões de toneladas de areia são exploradas anualmente no planeta, que é, na análise dos estudiosos, um volume suficiente para erguer cidades inteiras em concreto, vidro e asfalto. Mantidas as tendências atuais, a demanda global pode dobrar até 2060, superando a capacidade natural de reposição do material por processos geológicos que levam centenas de milhares de anos. “A areia é nossa primeira linha de defesa contra a elevação do nível do mar, ressacas e a salinização de aquíferos costeiros, que são riscos agravados pelas mudanças climáticas”, considerou o diretor do Banco Global de Informações sobre Recursos do PNUMA, Pascal Peduzzi, em entrevista a Reuters. O relatório destaca que a areia já é o segundo recurso natural mais explorado do planeta, atrás apenas da água. No entanto, há um problema: a baixa regulação internacional. A extração em larga escala provoca degradação ambiental, impacta habitats de peixes, tartarugas marinhas, aves e crustáceos, além de gerar impactos diretos em comunidades costeiras e ribeirinhas. Com o esgotamento de reservas terrestres, cresce também a pressão sobre ambientes marinhos. O PNUMA identificou uma expansão das atividades de dragagem oceânica, inclusive dentro de Áreas Marinhas Protegidas. Ainda conforme o levantamento, metade das empresas de dragagem atua em regiões oficialmente protegidas. O estudo chama atenção para o conceito de “areia morta”: quando retirada de ecossistemas naturais e transformada em concreto, vidro ou asfalto, deixa de cumprir funções ecológicas essenciais, como a filtragem da água e a proteção de praias contra erosão. Saiba mais O Caribe aparece como uma das regiões mais vulneráveis. Em pequenos países insulares, a mineração de areia vem acelerando a erosão costeira, o que reduz estoques pesqueiros e afetando espécies como tartarugas marinhas e de, quebra, ameaça atividades econômicas ligadas ao turismo e à pesca artesanal. Outro ponto de atenção é o aumento do interesse econômico pela chamada “areia preta”, rica em magnetita e minerais valiosos utilizados em setores industriais e tecnológicos. A exploração desse tipo de recurso cresce no Sudeste Asiático e na América Latina. O PNUMA defende a criação de inventários nacionais de areia, sistemas mais rígidos de governança e o reconhecimento do material como recurso estratégico para a segurança ambiental e climática do planeta. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a fiscalização está fragmentada e é insuficiente. Mais Lidas",
"title": "ONU alerta: exploração global de areia ameaça praias e pode dobrar até 2060"
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