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  "textContent": "\nA combinação entre mudanças climáticas, desmatamento e incêndios florestais pode estar impulsionando o aumento dos casos de hantavírus na Argentina, de acordo com especialistas ouvidos por veículos internacionais. A temporada epidemiológica atual, iniciada em junho de 2025, já contabiliza 101 infecções e 32 mortes, que é quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, quando houve 57 casos, informou o site Climainfo. De acordo com o Ministério da Saúde da Argentina, trata-se do maior número de infecções desde 2018. O avanço da doença ocorre em um contexto de crise climática e degradação ambiental em diferentes regiões do país, especialmente na Patagônia. O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções e fezes de roedores silvestres infectados. Na Argentina e no Chile, o principal transmissor é o rato-de-cauda-longa, cuja presença e deslocamento podem ser influenciados pelas alterações no clima e nos ecossistemas. Saiba mais Portanto, o aumento das temperaturas e a destruição de habitats naturais favorecem a aproximação desses animais das áreas urbanas e rurais ocupadas por humanos. Incêndios florestais também contribuem para esse deslocamento forçado da fauna. “A biodiversidade nos protege naturalmente desses patógenos zoonóticos”, afirmou a pesquisadora Felicia Keesing, em declaração repercutida pelo site Sentient. Ecossistemas preservados funcionam como uma barreira natural contra a disseminação de doenças transmitidas entre animais e humanos. Quando florestas são fragmentadas ou degradadas, espécies mais sensíveis tendem a desaparecer, enquanto animais considerados mais resistentes e adaptáveis, como certos roedores, morcegos e mosquitos, passam a ocupar esses ambientes. Muitos deles são hospedeiros de vírus e outros agentes infecciosos. Os incêndios florestais também entram nesse contexto. Em janeiro deste ano, a Patagônia argentina registrou o maior número de focos de incêndio em mais de duas décadas. O cenário foi agravado por ondas de calor e condições de seca extrema, fenômenos associados ao avanço das mudanças climáticas. Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus durante expedição Pippa Low/Divulgação Além dos casos em território argentino, autoridades sanitárias investigam ainda um episódio envolvendo o navio de cruzeiro MV Hondius. A embarcação saiu de Ushuaia, no extremo sul do país, no início de abril, e três passageiros morreram durante a viagem após apresentarem sintomas compatíveis com hantavírus. O caso chamou atenção internacionalmente e levantou novos alertas sobre a circulação da doença na região. O aumento dos casos reforça a preocupação de cientistas com o avanço das chamadas zoonoses — doenças transmitidas de animais para humanos. Mais Lidas",
  "title": "Casos de hantavírus disparam na Argentina após incêndios e avanço das mudanças climáticas"
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